Com o mesmo meio de rede que conquistou o Final Four há duas semanas, no Peru, a seleção feminina estreia nesta terça-feira no Campeonato Sul-Americano, às 19h30m, contra o Paraguai. Carol Gattaz e Adenizia continuam nas posições, substituindo Fabiana, com tendinite no ombro direito, e Thaísa, com bursite. Fabiana não viajou para Porto Alegre e Thaísa foi poupada da estreia, ficando no banco de reservas. O jogo será no ginásio Tesourinha, em Porto Alegre. O canal SporTV transmite o confronto ao vivo.
Na competição realizada no Peru, Adenizia recebeu o prêmio de melhor saque. Na capital gaúcha, a jogadora vai ser uma das que vão estrear no Sul-Americano da categoria.
- Para mim será um campeonato especial por ser no Brasil e por estar na seleção brasileira adulta. Estou ansiosa para estrear e para que a gente consiga mais um título. A Dani (levantadora e capitã da seleção) já sabe jogar com as nossas bolas rápidas, e a Carol, com a experiência dela, me ajuda bastante – disse Adenizia.
Um fator favorável para o Brasil é o “pé-quente” do treinador Zé Roberto. O comandante assumiu a seleção em 2003, justamente no Sul-Americano. Até esta terça, foram 14 partidas e 14 vitórias no torneio. O detalhe é que o técnico ainda não perdeu um set sequer na competição continental. E diante do Paraguai, o retrospecto brasileiro também é perfeito: 12 vitórias em 12 jogos.
- Jogar em casa é sempre bom, e quando temos essa possibilidade, o time precisa se apresentar bem. Essa seleção tem que se habituar a atuar aqui, principalmente se o Rio de Janeiro ganhar a candidatura para sediar os Jogos Olímpicos de 2016. Se isso acontecer, espero que possamos jogar mais vezes no Brasil a partir do ano que vem – afirmou Zé Roberto.
Consciente das limitações do Paraguai, o treinador Julio Fiori assume que não espera uma vitória contra o Brasil. Mas o comandante também não quer fazer apenas figuração no torneio em Porto Alegre.
- O nível técnico do Brasil é muito maior do que o nosso. Não tem nem como tentar comparar. Não podemos é entregar a partida. Temos que lutar ao máximo. É claro que conscientes das nossas limitações. Queremos lutar pelo quinto lugar. Nossa meta é vencer o Uruguai. Será um jogo complicado, mas temos condições disso.
Das 27 edições do Sul-Americano, o Brasil conquistou 15 e foi 11 vezes o segundo colocado. Em 1964, na Argentina, a seleção verde-amarela não participou da competição. Desde a edição de 95, em Porto Alegre, as brasileiras foram sempre campeãs, e, em 99, na Venezuela, perdeu um set pela última vez.
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