Peru e Colômbia começaram com vitória o Campeonato Sul-Americano feminino de vôlei. Nesta QUARTA-FEIRA (30.09), no jogo inaugural da competição, a Colômbia derrotou a Venezuela por 3 sets a 1, parciais de 25/10, 27/29, 25/23 e 25/23, em 1h37 de jogo, no ginásio Tesourinha, em Porto Alegre. Em seguida, o Peru entrou em quadra e ganhou do Chile por 3 sets a 0 (25/16, 25/13 e 25/18), em 1h de jogo. As partidas foram válidas pelo grupo B da competição.Nesta QUINTA-FEIRA (01.10), as equipes voltam à quadra. A Colômbia enfrentará o Peru, a partir das 11h. Antes, às 9h, jogarão Chile e Venezuela. Na SEXTA-FEIRA (02.10), na terceira e última rodada da fase classificatória, as colombianas medirão forças com as chilenas, a partir das 9h, enquanto Peru e Venezuela estarão frente a frente, às 11h. As duas equipes mais bem colocadas desta chave estarão classificadas para as semifinais.
Bloqueio é o destaque colombiano
Apesar da derrota, a Venezuela teve a maior pontuadora do jogo. A atacante Mariangel Perez marcou 19 pontos – 18 de ataque e um de bloqueio. Na Colômbia, o destaque foi a atacante Laura Cadavid, com 15 acertos – oito no ataque, três no bloqueio e quatro no saque.
O destaque da Colômbia foi o bloqueio. Foram 18 pontos neste fundamento contra seis das rivais. Além disso, as colombianas foram beneficiadas pelos erros adversários. Foram 40 pontos em falhas venezuelanas.
Peru vence com facilidade
A experiência peruana prevaleceu. A equipe vice-campeã olímpica em Seul/88 mostrou que ainda está acima dos rivais que terá pela frente na fase classificatória. Com 14 pontos, Karla Ortiz foi a maior pontuadora da partida, com 13 deles de ataque. No Chile, o destaque foi Florencia Garrido, que marcou nove vezes, todas elas de ataque.
A ex-jogadora Natalia Malaga, que jogou na geração de prata do Peru ao lado de Rosa Garcia e Cecília Tait, é a atual assistente-técnica do coreano Cheol Yong. Para a peruana, o resultado serviu para o time se adaptar à competição.
“Estamos felizes com a primeira vitória. Mesmo assim, ainda precisamos evoluir no saque, no ataque e contra-ataque. Esta primeira partida serviu para o grupo sentir a competição”, disse Malaga, que apontou o Brasil como favorito ao título.
“Estamos conscientes da superioridade brasileira, mas estamos aqui para buscar os primeiros lugares da competição. Nosso próximo adversário será a Colômbia e já vimos que a equipe evolui”, ressaltou Natalia.
Argentino comanda seleção chilena
Sétimo colocado no último Sul-Americano, em 2007, quando jogou em casa, a seleção do Chile quer evoluir na competição. Treinada pelo argentino Hugo Basares, a equipe quer lutar pelo quinto lugar. “Sabemos da superioridade dos demais, mas queremos ter a chance de melhorar nossa posição com relação à última edição. Nosso jogo-chave será contra a Venezuela. Temos chances reais de vencer e lutar pelo quinto lugar. Tecnicamente, as venezuelanas estão um pouco à frente, mas fisicamente estamos muito parelhos”, disse Hugo.
Apesar da derrota, o argentino estava feliz com o desempenho das chilenas. “É claro que sempre lutamos pela vitória. Foi um resultado previsível. Mas, há um mês, jogamos contra esta mesma seleção do Peru e fomos derrotados de uma forma mais agressiva. Demos um pequeno passo”, contou Hugo.
O argentino está à frente da equipe peruana desde janeiro. Hugo treinou as seleções de base e adultas da Argentina durante 10 anos. Seu melhor resultado foi o vice-campeonato sul-americano, em 2003, quando classificou a equipe argentina para a Copa dos Campeões.
Ares cubanos na Colômbia
Há seis meses a seleção da Colômbia é dirigida por um cubano. Jorge Garbey - um dos comandantes da seleção de Cuba por 16 anos - assumiu o comando da equipe Colômbia com o objetivo de ajudar no desenvolvimento do voleibol nacional.
E a vitória na estreia do Sul-Americano animou o treinador e suas comandadas que comemoraram bastante na quadra ao final da partida. “Sabíamos que seria uma partida difícil, mas nosso bloqueio foi muito eficiente e fundamental para a vitória. Estamos enfatizando bastante este fundamento, assim como a defesa e o saque”, disse Jorge Garbey, que explicou qual será a filosofia que tentará aplicar no voleibol colombiano.
“Quero mesclar a escola cubana com o voleibol moderno. Quero que o time tenha a força de ataque de Cuba, mas que saque e defenda muito bem. Um saque bem realizado e uma defesa bem posicionada são os primeiros passos para um bom bloqueio”, contou Garbey, que contou qual é a realidade do voleibol colombiano:
“Temos jogadoras altas e jovens. É uma equipe que tem tudo para evoluir, mas que precisa treinar e jogar competições como esta”, disse Jorge Garbey, que, entre 2003 e 2004, treinou a seleção adulta da República Dominicana.
Venezuela lamenta derrota
A boa eficiência no ataque – 47 pontos contra 36 das colombianas – não foi suficiente para evitar a derrota da Venezuela. Para o assistente-técnico, Sergio Rivero, a juventude da equipe também prejudicou o grupo.
“Nosso poder ofensivo foi o ponto forte do nosso jogo, entretanto os pontos que convertemos nos ataques e os bons saques não foram suficientes para frear os bloqueios do adversário”, disse Sergio, que espera um jogo melhor contra o Chile na segunda rodada.
“Amanhã temos um novo jogo contra o Chile e esperamos melhorar. As meninas são novas, com uma média de idade de 18 anos, e entendemos que elas ainda estão em fase de amadurecimento”, analisou Sergio Rivero.
O melhor resultado da Colômbia em Sul-Americanos foi em 1991, em São Paulo, quando conquistou a medalha de bronze. Na última edição da competição, as colombianas terminaram na sexta colocação. Já a Venezuela conquistou cinco medalhas de bronze, incluindo a da última edição em 2007, no Chile.
VENEZUELA X COLÔMBIA
EQUIPES
VENEZUELA – Daymari Brito, Genesis Franchesco, Gheraldine Quijada, Shirley Florian, Mariangel Perez e Wendy Romero. Lìbero: Maria Valero
Entraram – Luz Delfines, Misgreidys Escalante e Nelmaira Valdez.
Técnico – Tomas Fernendez
COLÔMBIA – Daniela Ospina, Mery Mancilla, Yuranny Romana, Martha Nieva, Laura Cadavid e Cindy Ramirez. Líbero: Carolina Bahamon.
Entraram – Etanislada Cuello e Diana Zuluaga.
Técnico – Jorge Garbey
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