sábado, 14 de novembro de 2009

NADA DEU CERTO PARA O BRASIL

Não era o dia das atuais campeãs olímpicas. A seleção brasileira adulta de vôlei sofreu sua segunda derrota em 2009 – a primeira foi para a República Dominicana, na Copa Pan-Americana, em junho, nos Estados Unidos - em 44 jogos disputados. No duelo de invictos, o Brasil ficou mais distante da conquista do bicampeonato da Copa dos Campeões ao perder para a Itália por 3 sets a 0, com parciais de 25/21, 25/23 e 25/21, em 1h18 de jogo realizado na madrugada deste SÁBADO (14.11), em Fukuoka, no Japão.
Com este resultado, o Brasil, que busca o bicampeonato, tem que torcer agora por um tropeço da Itália neste DOMINGO (15.11) diante do Japão. Mas, antes, o time brasileiro precisa ganhar da Tailândia, único time que ainda não venceu na competição.
O canal Sportv transmitirá as duas partidas ao vivo. Às 13h30 (horário de Brasília), jogarão Brasil e Tailândia. Às 7 horas, entrarão em quadra Itália e Japão.
Apesar da derrota para as bicampeãs europeias, a oposto Sheilla foi a principal pontuadora do confronto, com 15 pontos – 13 de ataque e dois de bloqueio. Pela Itália, Ortolani e Del Core marcaram 13 vezes, cada uma.
Na preliminar, a Coreia do Sul garantiu sua primeira vitória na competição. As sul-coreanas derrotaram as tailandesas por 3 a 2 (25/18, 25/19, 16/15, 14/25 e 15/11) em 1h47 de jogo.
ZÉ ROBERTO DIZ QUE DERROTA SERVE DE APRENDIZADO
Antes mesmo de embarcar para o Japão, o técnico José Roberto Guimarães já havia ressaltado que a Itália seria a adversária mais difícil do Brasil na Copa dos Campeões. E sua teoria foi confirmada neste SÁBADO. Nem mesmo suas substituições surtiram efeito durante o duelo. Em entrevista ao canal Sportv, Zé Roberto fez uma análise da partida após a derrota.
“A Itália jogou melhor desde o início do primeiro set. É um time com uma grande experiência, que erra pouco, e com uma levantadora muito rodada. Tivemos que correr o tempo todo atrás, mas vacilamos já no primeiro set. Cometemos muitos erros, principalmente, de bloqueio. Não conseguimos neutralizar as meios e as ponteiras italianas, e elas jogaram o tempo todo com o passe na mão. É como eu já havia dito: a Itália é o melhor time do mundo e mereceu a vitória. Serve de aprendizado”, afirmou o técnico bicampeão olímpico.
Apesar da derrota, Zé Roberto ainda se mostra uma ponta de esperança na conquista do bicampeonato da Copa dos Campeões. “Ainda podemos chegar ao título, e vamos fazer o nosso melhor contra a Tailândia”.
A levantadora e capitã da seleção brasileira, Dani Lins, mostrou sua decepção. “Sabíamos seria um jogo difícil, mas não esperava este resultado de 3 a 0. Agora, temos que fazer nosso papel amanhã e torcer para que o Japão vença a Itália”.
Em entrevista ao Sportv, a líbero Fabi também destacou o mau desempenho da equipe. “O time jogou muito abaixo. Cada ponto que a gente buscava, e se aproximava, parecia que a diferença era grande e que ficava cada vez mais difícil. A Itália é uma equipe mais experiente. Mas ainda estamos na luta pelo título, e agora temos de tirar algo de positivo de tudo isso”.

O JOGO


Foi um início tenso. Até a primeira parada técnica, as duas equipes já haviam cometido sete erros – quatro da Itália e três do Brasil. E foram as italianas que chegaram na frente: 8/7. Eficiente na defesa e nos contra-ataques, a Itália abriu vantagem. As brasileiras, por sua vez, desperdiçaram muitas finalizações, e as bicampeãs europeias chegaram no segundo tempo técnico com 16/13.
A seleção brasileira esboçou uma reação e ficou a um ponto das adversárias: 15/16, com um ataque de Mari. Porém, o Brasil continuou a errar nas conclusões e o saque também não foi um fundamento eficiente. Borsetti entrou e sacou para marcar o 24º. Ponto. Com a ponteira Piccinini, a Itália chegou à vitória por 25/21, após 26 minutos.
Piccinini, Ortolani e Del Core marcaram quatro pontos, cada, no primeiro set. Mas foi Sheilla a principal pontuadora, com seis acertos. Dos 25 pontos da seleç!ão italiana, nove foram em erros do Brasil.
No segundo set, o técnico José Roberto Guimarães colocou Adenízia e Dani Lins. Ainda assim, a seleção brasileira não conseguiu aproveitar suas finalizações. A Itália chegou ao primeiro tempo técnico com 8/4. O Brasil reagiu, com quatro pontos seguidos: Thaísa, Sheilla e Dani Lins. Com dois bloqueios consecutivos, as bicampeãs europeias chegaram à segunda parada técnica: 16/14.
Foi a vez de a Itália errar. Por sua vez, o bloqueio do Brasil conseguiu neutralizar algumas jogadas das adversárias. O placar ficou empatado em 22/22 (em um dois toques da levantadora Del Core) e 23/23 (com Sheilla). Em um ataque de Piccinini e um saque de Bosetti, vitória italiana por 25/23, em 27 minutos.
Sheilla, mais uma vez, foi a principal pontuadora com seis pontos. Pelo lado italiano, Ortolani marcou cinco vezes. No bloqueio, a Itália fez quatro pontos, contra dois do Brasil.
No início do terceiro set, a situação se inverteu. As brasileiras passaram a cometer menos erros, e as italianas falharam um pouco mais. Pela primeira vez, o Brasil passou à frente do marcador: 9/8. Com um ataque de Natália e um ace de Adenízia, o Brasil abriu: 12/9.
Mas a Itália reagiu. Mais uma vez, as italianas mostraram muita eficiência na defesa. No saque, que dificultou a recepção brasileira, veio o empate em 16 pontos. Piccinini colocou sua equipe em vantagem: 19/18, e, logo em seguida, em um ataque desperdi;ado pela seleção brasileira, as bicampeas europeias abriram 20/18.
Piccinini, novamente, marcou o 21º da Itália, que, com dois erros dse ataque consecutivos do Brasil abriu 23/18 no placar. Foi com um bloqueio, que as italianas chegaram à vitória por 25/21, após 25 minutos.


EQUIPES


BRASIL – Ana Tiemi, Sheilla, Thaísa, Carol Gattaz, Mari e Paula Pequeno. Líbero – Fabi
Entraram: Dani Lins, Natália, Sassá e Joycinha.
Técnico – José Roberto Guimarães


ITÁLIA – Lo Bianco, Gioli, Barazzi, Del Core, Piccinini e Ortolani. Líbero – Cardullo
Entraram: Arriguetti e Bosetti.
Técnico - Massimo Barbolini

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