sexta-feira, 29 de outubro de 2010

COMO ESPERADO, BRASIL PASSA FÁCIL PELO QUÊNIA

A seleção brasileira feminina de vôlei estreou com vitória no Campeonato Mundial. Nesta SEXTA-FEIRA (29.10), o time comandado pelo técnico José Roberto Guimarães driblou a ansiedade e superou o Quênia por 3 sets a 0 (25/15, 25/16 e 25/11), em 1h01, na Hamamatsu Arena, em Hamamatsu, no Japão. O Brasil voltará à quadra neste SÁBADO (30.10), às 2h (de Brasília), contra a República Tcheca. A partida terá transmissão ao vivo das TVs Globo e Bandeirantes e do canal Sportv.
“Uma estreia é sempre diferente. O time começou ansioso, com muita vontade de jogar, e acabou não indo tão bem nos dois primeiros sets. Elas estavam preocupadas em não cometer erros. No terceiro set, a equipe acalmou. Passamos a defender melhor e jogamos bem”, analisou Zé Roberto.
O treinador elogiou a seleção queniana. “Foi muito legal ver como o time do Quênia jogou. Elas jogam com amor, alegria, vibram a cada ponto. A equipe evoluiu tecnicamente. O treinador japonês está dando uma cara ao time. É muito bacana ver um time da África, que não tem tanta tradição no vôlei, evoluindo dessa forma. Elas estão de parabéns”, comentou Zé Roberto, referindo-se ao técnico Hidehiro Irisawa, japonês que treina a seleção do Quênia.
A ponteira Jaqueline terminou como a maior pontuadora da partida, com 12 acertos – oito de ataque, três de saque e um de bloqueio. Pela equipe africana, destaque para Moim, que marcou 11 vezes.
“Não jogamos tão bem. Entramos ansiosas, nervosas pela estreia e vacilamos em alguns momentos nos dois primeiros sets. Mas estreia é assim mesmo. Vamos evoluir no decorrer do campeonato”, disse a campeã olímpica Jaqueline.
Mudanças no time titular
A seleção brasileira começou a primeira partida do Mundial com mudanças no time titular. A oposto Sheilla, com dores nas costas, ficou no banco de reservas e deu lugar a Joycinha. Já a ponteira Natália, que se recupera de uma tendinite no ombro direito, nem foi relacionada para a partida. A experiente atacante Sassá entrou como titular.
“Foram medidas de prevenção. A Natália está com dores no ombro desde ontem. Vamos segurar até que ela possa voltar bem. E a Sheilla está sentindo as costas. Não havia necessidade de arriscar”, explicou Zé Roberto.
Outra que não foi relacionada para a estreia foi a central Adenízia. A jogadora sofreu um estiramento num ligamento do cotovelo direito durante o treino de ontem e está em fase de recuperação.
A voz da experiência
Jogadora que mais vezes vestiu a camisa da seleção no elenco atual, a ponteira Sassá chamou a responsabilidade para si no primeiro jogo do Brasil no Campeonato Mundial.
“Com a Sassá é assim. Ela está sempre disposta a ajudar. Sempre pronta para atender quando a equipe precisa. Ela sacou bem, deu equilíbrio ao time e chamou a responsabilidade”, elogiou Zé Roberto.
“Sou um pouquinho mais velha e meu papel é passar segurança e tranquilidade para as outras atletas. A equipe sentiu um nervosismo natural por causa da estreia, mas o importante é que começamos com vitória”, disse a campeã olímpica Sassá, que soma 202 jogos com a camisa verde e amarela.
Para quenianas, enfrentar o Brasil é a realização de um sonho
Início de jogo e as quenianas abrem o placar em um bloqueio. A vibração foi intensa e se estendeu por toda a partida. A cada ponto marcado, gritos, aplausos e sorrisos. Mas as africanas também não perderam o rebolado com os erros cometidos. Para elas, enfrentar a seleção brasileira já era motivo de festa.
A estreia no Mundial foi a realização de um sonho para Moim, maior pontuadora da equipe queniana na partida. “Eu admiro muito a Fabiana. Enfrentar o Brasil e jogar contra ela era um sonho. Ela é uma jogadora muito boa e bonita”, disse Moim.
Capitã da seleção queniana, Khadambi também ficou satisfeita por enfrentar o Brasil. “É sempre muito bom jogar contra um grande time como o Brasil, conhecido no mundo todo. Aprendemos muito e estamos felizes por enfrentá-las”, afirmou.
Próximo desafio: República Tcheca
Passada a estreia no Campeonato Mundial, a seleção brasileira já pensa no próximo desafio: a República Tcheca. Após a partida contra o Quênia, o técnico Zé Roberto e integrantes da comissão técnica permaneceram no ginásio para assistir ao jogo entre República Tcheca e Holanda. O confronto terminou com vitória das holandesas por 3 sets a 0.
O jogo
O primeiro ponto da partida foi marcado em bloqueio da seleção queniana. Após a vibração inicial, as africanas viram as brasileiras marcarem seis pontos consecutivos: 6/1. O Brasil chegou ao primeiro tempo técnico em ataque da central Fabiana: 8/4. Depois da parada, a equipe do Quênia reagiu. Ansiosas, as brasileiras cometiam erros e deixaram as adversárias encostarem no placar: 8/9. Mas a reação parou por aí. O time verde e amarelo logo retomou o controle da partida: 16/9. Eficiente no saque e contando com a deficiência no passe das africanas, o Brasil aumentou a vantagem (23/13) e fechou o primeiro set em ponto de Joycinha: 25/15.
A seleção brasileira manteve a superioridade no segundo set, mas sem apresentar seu melhor voleibol. Na primeira parada técnica o placar apontava 8/5 para o Brasil. As quenianas iam bem no ataque e no bloqueio, mas abusavam dos erros no passe. O time brasileiro aumentou a vantagem em largadinha de Fabiana: 17/12. A vitória veio em ataque de Jaqueline: 25/16.
O Brasil voltou mais calmo e concentrado para o terceiro set. Melhor no sistema defensivo, a equipe brasileira não deu chances às quenianas e fechou a parcial sem dificuldades: 25/11 depois do erro do saque adversário.

EQUIPES

BRASIL – Dani Lins, Joycinha, Jaqueline, Sassá, Thaísa e Fabiana. Líbero - Fabi
Entraram: Fabíola, Fernanda Garay, Carol Gattaz e Camila Brait
Técnico - José Roberto Guimarães
QUÊNIA – Wairimu, Makuto, Barasa, Maiyo, Moim e Khadambi. Líbero - Tarus
Entraram: Khisa e Odwako
Técnico – Hidehiro Irisawa

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