A seleção brasileira feminina de vôlei mostrou que tem garra e determinação suficientes para conquistar o inédito título do Campeonato Mundial. Na partida mais difícil da competição até o momento, o Brasil conseguiu uma virada espetacular sobre o Japão e garantiu a vaga na final: 3 sets a 2 (22/25, 33/35, 25/22, 25/22 e 15/11), em 2h20, neste SÁBADO (13.11), no Yoyogi National Stadium, em Tóquio. Agora, para conquistar o mundo, o time verde e amarelo terá de superar a seleção russa, que venceu os Estados Unidos por 3 sets a 1 na outra semifinal. Numa reedição da decisão do último Mundial, Brasil e Rússia estarão frente a frente neste DOMINGO (14.11), a partir das 8h30 (de Brasília). A partida terá transmissão ao vivo das TVs Globo e Bandeirantes e do canal Sportv.
Após a vitória, a líbero Fabi exaltou a força da equipe e comemorou a classificação para mais uma final. “Sabíamos que ia ser um jogo difícil. As japonesas entraram muito motivadas. Havia 28 anos que elas não disputavam uma semifinal do campeonato e, além disso, contavam com o apoio da torcida. Foi realmente muito difícil, mas mostramos a força do Brasil. Em nenhum momento pensamos em desistir. Elas se viravam e defendiam todas as bolas, mas estávamos preparadas e conseguimos a vitória e a vaga na sonhada final”, vibrou a jogadora mais experiente da seleção. Depois dos dois primeiros sets, o protocolo previa uma paralisação de dez minutos. Assim foi feito. As equipes saíram de quadra e foram para o vestiário, enquanto os torcedores assistiram a uma apresentação de dança. A parada não poderia ter sido mais benéfica para o Brasil, que perdia por 2 sets a 0. Na volta para o jogo, a equipe se acertou e começou o caminho que terminaria em vitória verde e amarela. “Na hora da parada, fomos para o vestiário e conversamos. A partir dali, cada ponto valia ouro. Era hora de berrar, pular, dar uma de louca se fosse preciso para virar a partida. Voltamos com tudo, com alegria e determinação, e conseguimos a vitória”, contou a capitã Fabiana. O técnico José Roberto Guimarães também entendeu que a parada foi importante para a recuperação da equipe. “Nunca deixei de acreditar. A energia do vestiário durante a parada foi muito legal. Pensamos: trabalhamos tanto durante o ano, nos esforçamos tanto, não é justo sairmos daqui derrotados. Tentei jogar o time para cima. Esse tempo acabou sendo muito importante. As coisas começaram a dar certo a partir do terceiro set. No tie-break, conseguimos emplacar o nosso jogo e parar a Saori e a Ebata, duas das principais jogadoras do Japão”, comentou o treinador.
Sassá entra e muda o jogo
Na primeira metade do terceiro set, com a partida muito equilibrada, Zé Roberto fez uma substituição que mudou a cara do jogo. Percebendo que Jaqueline não estava em seu melhor momento, o treinador sacou a ponteira e colocou Sassá em quadra. A atacante teve atuação brilhante e foi fundamental para a vitória brasileira. “Fiquei um pouco nervosa, mas sabia que tinha que entrar bem. Consegui fazer a minha parte em um momento em que a equipe precisava de mim. Tudo deu certo e estou muito feliz. Passar dessa semifinal foi um sonho. Conseguimos reverter uma situação muito difícil. Agora estamos em mais uma final. Será um jogo muito complicado, mas vamos buscar o título”, disse Sassá, que ganhou elogios do chefe após a atuação na semifinal. “Sempre me dediquei muito à preparação da Sassá. Sabia que em uma hora difícil ela poderia ajudar bastante. Ela é calma, tranquila, cadencia o jogo. A Sassá entrou muito bem e conseguimos uma reação muito importante”, afirmou Zé Roberto. Jaqueline ressaltou a importância do grupo nos momentos decisivos. “Foi um jogo de superação. O Japão é uma grande equipe. Sofremos um pouco nos dois primeiros sets, mas o grupo foi muito especial. Mostramos que a equipe é formada por 14 jogadoras e não apenas pelas seis titulares. Quando uma não está bem, a outra entra e assume a responsabilidade. Ter um grupo forte faz a diferença”, emendou Jaqueline. Apesar da derrota, a ponteira Ebata terminou como a maior pontuadora da partida, com 29 acertos. A oposto Sheilla e a ponteira Saori vieram em seguida, com 25 pontos. Natália e Fabiana também se destacaram, assinalando 23 e 20 pontos, respectivamente. “Foi uma vitória de pura superação. As japonesas jogaram muito bem, mas sempre acreditei que podíamos virar. O time não estava jogando mal nos primeiros sets, mas faltava dar algo mais. Começamos a jogar com mais agressividade e alegria e o jogo fluiu. Foi uma grande vitória”, comemorou Sheilla.
O jogo
A seleção brasileira começou tomando a iniciativa. Em três ataques de Natália e um de Thaísa o Brasil fez 4/2. Embalado pela torcida que lotou o Yoyogi National Stadium, o Japão logo reagiu e empatou em ataque de Saori (4/4). O jogo ficou equilibrado e disputado ponto a ponto. Na segunda parada técnica, o placar apontava 16/15 para as japonesas. As duas equipes se apresentavam bem no ataque, mas o Japão era superior na defesa e abriu 22/20. Sem conseguir superar a forte defesa asiática, as brasileiras viram as adversárias fecharem o primeiro set: 25/22 em erro do ataque verde e amarelo. O segundo set também começou equilibrado. A defesa japonesa continuava segura, mas o Brasil começou a fazer a diferença no bloqueio. Em três pontos consecutivos neste fundamento, as brasileiras abriram 11/8. A sequência fez o técnico japonês, Masayoshi Manabe, parar o jogo. O tempo fez bem ao time do Japão, que empatou em ataque de Inoue: 12/12. A partida seguiu disputada ponto a ponto. O Brasil conseguia abrir vantagem (20/18), mas cedia o empate em seguida (20/20). A virada do Japão veio em erro do ataque brasileiro: 22/21. Em fim de set eletrizante, as japonesas garantiram a vitória em ponto de ataque: 35/33. O equilíbrio continuou no terceiro set. Mas o Japão, que seguia muito bem na defesa, chegou ao primeiro tempo técnico na frente: 8/7. O Brasil virou em três pontos seguidos – um de ataque e dois de bloqueio: 10/8. As japonesas empataram em dois erros consecutivos do time brasileiro: 10/10. Neste momento, o técnico Zé Roberto colocou em quadra a ponteira Sassá. A partida seguiu muito disputada até o 16º ponto, quando a equipe verde e amarela começou a crescer no jogo. Comandado por Sassá, o Brasil abriu 20/18. Dessa vez, no entanto, as brasileiras não permitiram a reação japonesa e fecharam a parcial em 25/22. Como todos os outros sets, o quarto também começou equilibrado. A seleção brasileira chegou ao primeiro tempo técnico em ataque de Thaísa: 8/7. O Brasil era superior no bloqueio, mas o Japão mantinha a eficiência na defesa. Na segunda parada técnica, a vantagem era japonesa: 16/15. Investindo nas jogadas pelo meio, o time verde e amarelo aos poucos ia encontrando espaços para virar as bolas. O equilíbrio persistiu até o 22º ponto, quando a seleção brasileira marcou três vezes seguidas e empatou a partida: 25/22 em linda bola de Fabíola, que colocou no fundo da quadra adversária. No tie-break, as equipes foram para o tudo ou nada. Mas o Brasil definitivamente se encontrou no jogo. Bem posicionado, o time conseguiu parar as principais atacantes japonesas, Ebata e Saori, e foi soberano na parcial. Final: 15/11 e festa brasileira em Tóquio.
EQUIPES
BRASIL: Fabíola, Sheilla, Jaqueline, Natália, Thaísa e Fabiana. Líbero - Fabi Entraram: Dani Lins, Joycinha e Sassá Técnico - José Roberto Guimarães
JAPÃO: Takeshita, Ebata, Inoue, Yamaguchi, Ai e Saori. Líbero: Sano Entraram: Kurihara, Nakamichi, Ishida, Araki e Ino Técnico – Masayoshi Manabe

3 comentários:
Não precisam pedir desculpas meninas...Vcs são FANTASTICAS!!!!!!
BJOOOOSSSSS
Todos sentimos ORGULHO da nossa seleção feminina de voley!!!!!
SOMOS NÓS QUE DEVEMOS AGRADECER...E MUUUUIITO!!!!!!!!!
TODOS NÓS ESTAMOS MUITO ORGULHOSOS!!!!!
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