sábado, 6 de novembro de 2010

PELA 2ª FASE DO MUNDIAL, BRASIL FAZ 3 A 0 NA TAILÂNDIA

A seleção brasileira feminina de vôlei começou a segunda fase do Campeonato Mundial da mesma forma que terminou a primeira: com vitória. Neste SÁBADO (06.11), o time do técnico Zé Roberto superou a Tailândia por 3 sets a 0 (25/19, 25/19 e 25/16), em 1h08, no ginásio Nippongaishi, em Nagoya, no Japão. O Brasil buscará o sétimo triunfo na competição neste domingo, às 4h30 (de Brasília), contra Cuba.
“Fizemos um bom jogo. A Tailândia joga em velocidade e com bolas baixas. É o tipo de jogo que não é de bloqueio, mas de defesa. E fomos muito bem neste fundamento. A Jaqueline, por exemplo, fez quatro defesas impressionantes. Também fizemos um bom trabalho no saque. Gostei da atuação do time”, analisou Zé Roberto.
Se a ponteira Natália brilhou na última partida, contra a Itália, marcando 25 pontos em apenas três sets, hoje foi o dia da oposto Sheilla. Inspirada, a atacante terminou como a maior pontuadora na vitória sobre a Tailândia, com 21 acertos – 19 de ataque e dois de bloqueio.
“Hoje a Sheilla mostrou todo o seu repertório. Tirou da cartola inúmeras jogadas. Ela é muito habilidosa. Nos momentos de dificuldade, consegue arrumar um jeito de virar as bolas”, elogiou Zé Roberto.
“Há dias em que tudo dá certo. Hoje estava inspirada e consegui brincar um pouquinho no ataque. Mas jogar contra a Tailândia é sempre difícil. Elas são rápidas, se mexem muito. É um estilo de jogo diferente do que estamos acostumadas. Por isso, demoramos um pouco para nos adaptar no começo”, completou a campeã olímpica Sheilla.
Passada a vitória sobre a Tailândia, a líbero Fabi já estava com as atenções voltadas para o próximo desafio no Mundial. “A Tailândia é um time muito rápido. Demoramos um pouquinho para encaixar o bloqueio e a defesa. Mas depois acertamos e abrimos vantagem. Agora é malhar e treinar. Amanhã tem mais”, afirmou Fabi.
Por muitos anos, Cuba foi a principal rival do Brasil no voleibol mundial. Gerações passadas protagonizaram grandes jogos e polêmicas. Agora, a situação é outra. A seleção cubana está renovada e já não tem a mesma força. No entanto, para técnico e jogadoras da equipe brasileira, a rivalidade permanece inalterada.
“Jogar contra Cuba é sempre complicado. Esse time cubano está com jogadoras novas, mas a rivalidade é histórica. Será uma partida difícil. As provocações fazem parte do clima do jogo”, comentou Zé Roberto. “Temos de ficar atentos a Carcaces, que está fazendo um grande campeonato e ataca as bolas mais difíceis. A Sanchez comanda a equipe no bloqueio. Teremos de entrar concentrados”, completou o treinador.
Sheilla concordou com o chefe. “A seleção cubana não está tão forte quanto era antigamente, mas um jogo entre Brasil e Cuba sempre pega fogo”, disse a oposto.
Na segunda fase do Mundial, as 16 equipes classificadas foram divididas em duas chaves. O grupo E, com sede em Tóquio, é composto por Japão, Sérvia, Peru, Polônia, Rússia, Coreia do Sul, Turquia e China. Na chave F, além de Brasil, Tailândia e Cuba, estão Itália, Holanda, República Tcheca, Estados Unidos e Alemanha. Dentro do próprio grupo, as seleções jogam contra os times que não enfrentaram na primeira fase. As duas melhores equipes de cada chave garantem vaga nas semifinais.
Depois do jogo contra Cuba, a seleção brasileira folgará na segunda-feira (08.11) e voltará à quadra na terça (09.11), às 3h (de Brasília), contra a Alemanha. A última rodada da segunda fase será na quarta (10.11). O Brasil enfrentará os Estados Unidos também às 3h.

O jogo

O primeiro set começou equilibrado, mas a Tailândia chegou ao primeiro tempo técnico na frente: 8/6. Se por um lado as tailandesas abusavam dos erros de saque, por outro as brasileiras não conseguiam encaixar o bloqueio. A partida permaneceu equilibrada até o 14º ponto (14/14), quando o Brasil começou a construir a vantagem. Em três pontos consecutivos, o time verde e amarelo abriu 17/14. As brasileiras passaram a ditar o ritmo da partida. Eficiente no ataque, a equipe abriu 22/17. A vitória veio em ace de Natália: 25/19.
O Brasil continuou melhor no segundo set e fez 8/5 em quatro pontos seguidos: dois de ataque, um de saque e um de bloqueio. Superior no ataque, a equipe brasileira não deixava as tailandesas encostarem no placar: 14/9. Comandado pela oposto Sheilla, o time verde e amarelo abriu 21/15. O último ponto do set veio em ataque de Jaqueline: 25/19.
A seleção brasileira construiu boa vantagem logo no início da terceira parcial: 5/1. A Tailândia ensaiou a reação (6/5), mas não conseguiu chegar ao empate. O Brasil retomou o controle da partida e fez 12/9 em ataque de Jaqueline. As tailandesas novamente encostaram (12/11), mas a equipe brasileira tinha Sheilla em grande dia: 15/12. Com boa atuação do sistema defensivo, o Brasil fechou o último set em 25/16.

EQUIPES

BRASIL: Fabíola, Sheilla, Jaqueline, Natália, Thaísa e Fabiana. Líbero - Fabi
Entraram: Dani Lins, Joycinha, Sassá e Adenizia
Técnico - José Roberto Guimarães

TAILÂNDIA: Thinkaow, Onuma, Wilavan, Amporn, Tomkom e Malika. Líbero - Pannoy
Entraram: Sukmak, Sutadta e Phanusit
Técnico – Kiattipong Radchatagriengkai

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