sábado, 19 de março de 2011

Rabita Baku e VakifGunes TTelekom ISTANBUL fazem a final da Champions League

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Isso é um jogo. É até difícil escrever alguma coisa. Voleibol jogado no mais alto nível entre dois grandes times, que em cinco sets provaram que mereciam estar nesse Final Four. E não fosse a regra que obriga os times do mesmo país a se enfrentarem nas semifinais poderiam fazer perfeitamente a final dessa Champions.

Fenerbahçe Acibadem ISTANBUL 2x3 VakifGunes TTelekom ISTANBUL (25-19, 21-25, 25-21, 19-25, 11-15)


No primeiro set o Fenerbahçe foi arrasador, quase perfeito. Um bloqueio agressivo e preciso que parava as atacantes do Vakifbank. Parecia que o jogo já tinha um vencedor. Mas não seria tão fácil. As meninas de Guidetti voltaram mais calmas para o segundo set e o bom momento mudou de lado. Foi a vez do Vakifbank crescer no bloqueio e na defesa. E assim o jogo foi passando. Com as equipes alternando bons momentos. Ora um bloqueava melhor e cometia menos erros, ora o outro. O time de Zé Roberto abriu 2-1, mas o Vakifbank colocou sua principal característica em quadra: o coração. O que esse time luta é admirável. Lutou para ganhar o quarto set. Ganhou.


Esse jogo merecia um tie-break. Talvez as jogadoras quisessem evitá-lo, mas o público merecia. E não seria um set fácil. Muita coisa estava em jogo. O Fenerbahçe carregava toda a pressão de ser o favorito. Do time que mais contratou só pensando nesse momento. Diria até que a pressão de ser o melhor time desse Final Four. O Vakifbank tinha que controlar os nervos, não podia ter medo de ganhar daquele que é seu adversário também no campeonato turco, tinha que lutar contra a torcida apaixonada do Fernerbahçe, que pressiona mesmo. E esse quinto set foi tenso!


O Fenerbahçe começou muito bem. Aproveitou uma série de erros do Vakifbank e o bom momento de Skowronska para abrir 7-2. Mais uma vez parecia que o jogo estava ganho para a equipe de Zé Roberto. Mais uma vez o Vakifbank teve que lutar. Mais uma vez colocaram o coração em quadra e em uma sequência de bloqueios, defesas e contra-ataques viraram o set. 8-7 e daí para frente o equilíbrio voltou.E seguiu ponto a ponto até o 10-10. O bloqueio do Vakifbank voltou a funcionar e o time de Guidetti abriu 13-11. Foi então que a levantadora Nilay foi para o saque e com dois aces colocou sua equipe na final. O sonho do Fenerbahçe parou no coração do Vakifbank.


Muito se esperava de Sokolova e Glinka, mas as donas do jogo foram Skowronska e Nikolic. A sérvia foi a maior pontuadora do jogo com 28 pontos contra 27 da polonesa. Pelo Vakifbank também se destacaram Maja Poljak, uma gigante nos momentos decisivos, que acabou o jogo com 7 bloqueios, e Gozde, que mais do que com pontos, ajudou o time com seu espírito.


O time chega à final mais cansado do que o Rabita, mas também mais embalado. Deve aprender com o jogo de hoje, quando o favorito não venceu. Amanhã, os dois lutarão para conquistar o título inédito. O Fenerbahce terá que se recuperar para sair ao menos com o bronze.

Parabéns aos dois times, Fenerbahçe e Vakifbank que nos brindaram com um espetáculo em forma de voleibol!

Fenerbahce: Fofão, Skowronska (27), Sokolova (13), Osmokrovic (14), Furst (10), Erdem (10) e a líbero Songul. Entraram: Nihan (1), Tokatlioglu (2), Yagmur (0) e Aydemir (0).

VakifBank Sigorta: Ozge (2), Glinka (18), Nikolic (28), Gozde (16), Poljak (13), Bahar (5), a líbero Gizem. Entraram: Nilay (2), Gurkaynak (0), Onal (1).




Rabita BAKU 3x1 Scavolini PESARO (25-23, 25-16, 13-25, 25-14)

Foram quatro sets e o Rabita está classificado pela primeira vez em sua história par a final da Champions League. Foi um jogo atípico, onde só o primeiro set foi equilibrado. Desde o começo o time de Baku foi melhor. Os times se conhecem muito, estavam marcados, mas o Rabita aproveitou muito mais as oportunidades que teve para contra-atacar.

O Pesaro sentiu falta dos ataques de Hooker. Saccomani fez o que pode, mas ela não tem o poderio ofensivo da americana, embora tenha ajudado bastante no bloqueio. A levantadora Ferretti não fez uma grande partida e, como o passe também não ajudou, ela pouco usou suas centrais. Com bolas marcadas, Usic e Flier, que ainda assim foi a maior pontuadora do jogo, tiveram dificuldade para rodar. Um pecado com a líbero Monica De Gennaro que fez ótimas defesas.
Se o Pesaro não virava, o Rabita não sofreu do mesmo problema. Caso tudo dê errado a levantado Zhuckova sempre pode contar com Mammadova, mas hoje ela foi mais importante no saque, com 3 aces no quarto set. No ataque o time tinha Glass e Starovic em dia inspirado. As centrais também jogaram bem. Na verdade o Rabita jogou mais como time do que o Pesaro, tudo funcionou para o time do Azerbaijão e ele soube usar melhor as informações que trouxe do vestiário do que o rival italiano. Merecidamente vai à final contra o VakifGunes TTelekom ISTANBUL.

Rabita Baku: Zhukova (4), Starovic (15), Mammadova (17), Glass (12), Golubovic (12), Krsmanovic (11) e a líbero Popovic. Entraram: Ativi (1), Doganjic (1) e Nenova (0).

Scavolini Pesaro: Ferreti (10, Flier (18), Saccomani (12), Usic (12), Guigi (10), Manzano (5) e a líbero De Gennaro. Entraram: Marija Usic (0) e Pascucci (0)


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