sábado, 9 de abril de 2011

ELAS ESTÃO DE VOLTA! A dupla norte-americana não atuava junta desde as Olimpíadas de Pequim, em 2008.

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A etapa brasileira da temporada 2011 do Circuito Mundial de Vôlei de Praia (FIVB Beach Volleyball Swatch World Tour) marcará o retorno de uma das maiores duplas da história da modalidade. Após quase três anos sem disputar uma partida da FIVB (Federação Internacional de Vôlei) juntas, Walsh e May-Treanor (EUA) farão seu retorno às quadras de areia em Brasília (DF).

“Estou muito feliz de voltar às quadras com Walsh. Sinto como se nunca tivéssemos nos separado, o que nós temos é muito especial. Queremos começar 2011 de onde paramos”, declarou May-Treanor. Já Walsh demonstrou muita confiança no potencial da dupla. “Queremos ser as melhores”, falou.

A parceria norte-americana foi campeã do Circuito Mundial em 2002 e tricampeã mundial em 2003, 2005 e 2007. Entre 2003 e 2004, alcançaram a marca de 89 vitórias consecutivas em partidas da AVP (Associação dos Jogadores Profissionais – EUA) e da FIVB. Mas os principais feitos de Walsh e May-Treanor foram as duas medalhas de ouro olímpicas conquistadas em Atenas 2004 e Pequim 2008, que foi a última competição da FIVB em que jogaram juntas.

A parada para ser mãe
Ambas deram uma pausa nas disputas para que Walsh realizasse o maior sonho da maioria das mulheres: ser mãe. “Isso é a coisa mais bonita, recompensadora, desafiadora, educadora e enternecedora que eu já vivenciei. É uma benção que nossos meninos sejam tão especiais, doces e maravilhosos”, afirmou a jogadora de 32 anos.

A norte-americana engravidou ainda em 2008 e teve seu primeiro filho, Jospeh, em maio de 2009. Exatamente um ano depois, deu à luz a Sundance. Segundo Walsh, a ideia de ter duas crianças em um curto espaço de tempo foi muito bem planejada e atendeu a um desejo pessoal dela.

“Engravidar depois das Olimpíadas foi uma escolha consciente. Foi um pouco assustadora, mas nem um pouco difícil. Ter Sundance logo depois de Joey também foi planejado. Eu sou menos de um ano mais nova do que meu irmão e queria também que meus filhos fossem próximos”, explicou.

Durante parte do tempo em que Walsh se dedicou à maternidade, May-Treanor também ficou fora das quadras, mas por um motivo bem diferente e muito menos positivo. No início de 2009, ao participar do famoso programa “Dançando com as Estrelas”, da TV ABC dos EUA, a jogadora sofreu uma lesão no tendão de Aquiles. Isso a afastou de todas as competições daquele ano.

May-Treanor só voltou a jogar na etapa brasileira da temporada 2010 do Circuito Mundial de Vôlei de Praia, fazendo dupla com Branagh. Elas disputaram nove torneios e terminaram o ano na 11ª posição do ranking da FIVB. Porém, nas duas últimas etapas, May-Treanor não participou. Quem a substituiu foi justamente Walsh, que retornou na China e conquistou seu primeiro título após a gravidez na Tailândia.

Novamente juntas
Depois de idas e vindas, chegou a hora do reencontro. Na etapa deste ano na capital federal, a parceria vencedora será retomada, para a alegria de May-Treanor. “Walsh e eu crescemos juntas no Circuito Mundial. Nós queremos vencer, e compartilhar objetivos comuns nos fortalece como um time. Nós somos trabalhadoras e muito dedicadas uma à outra. Eu a amo como pessoa, mãe, companheira e amiga”, elogiou.

O objetivo comum delas é o tricampeonato olímpico, e o Circuito Mundial de Vôlei de Praia fará parte do processo classificatório para as Olimpíadas de Londres de 2012. Walsh revelou que está focada no projeto olímpico há muito tempo, antes mesmo do seu retorno às quadras. “Eu estava pensando em Londres-2012 enquanto eu estava grávida de Joey.”

Nesse retorno, o trabalho tem sido duro para recuperar o entrosamento de antigamente. Elas treinam entre quatro e cinco dias por semana em South Bay, na Califórnia (EUA), com o técnico Marcio Sicoli, e fazem musculação e treino físico na praia.

Para Walsh, o ritmo de treinamento tem se mostrado bem diferente ao que estava acostumada antes de ter seus dois filhos. “Hoje, não posso perder nenhum segundo. Por exemplo, não dá para sentar e papear um pouquinho. Chego, trabalho duro, vou para casa ou para o meu próximo treino. Eficiência é a palavra da ordem.”

O respeito e a admiração pelas brasileiras
Walsh e May-Treanor jogaram juntas no Brasil pela última vez em Fortaleza (CE), na temporada 2007 do Circuito Mundial de Vôlei de Praia. Naquela oportunidade, venceram o torneio. Para repetir a dose em Brasília (DF), elas sabem que terão de passar pelo desafio de enfrentar as duplas brasileiras, que terão o maciço apoio da torcida.

Ambas concordam que a tarefa será complicada. “Sempre é difícil enfrentar as brasileiras. As habilidades que elas têm são muito fortes”, comentou May-Treanor. “O Brasil é claramente um dos principais países do nosso esporte. Para ser o melhor, é preciso vencer os melhores”, acrescentou Walsh.

O respeito das norte-americanas pelas brasileiras é enorme. “Eu amo enfrentá-las porque eu gosto de jogar contra as melhores. Essa é a melhor preparação que eu poderia ter”, reiterou Walsh. Já May-Treanor contou que tem duas jogadoras do Brasil como suas mentoras. “Quem eu tento copiar são Adriana e Shelda. Era divertido vê-las jogar”, concluiu.

Mas talvez o mais difícil será conter a ansiedade pela volta. “Mal posso esperar para começar a temporada e nossa jornada rumo a Londres”, afirmou Walsh. Os fãs também mal podem aguardar pelo retorno das bicampeãs olímpicas.

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