quinta-feira, 21 de abril de 2011

Juliana/Larissa x Walsh/May, a final que todos aguardavam

Juliana vôlei de praia (Foto: João Pires / FIVB)

O que todos esperavam se confirmou. A melhor dupla de vôlei de praia da atualidade, Juliana e Larissa, vai enfrentar as melhores de todos os tempos, Walsh e May, na final da etapa de Brasília, a abertura do Circuito Mundial. A partida será nesta sexta-feira, às 10h45, com transmissão da TV Globo e a certeza de que a quadra central, da arena montada ao lado da Esplanada dos Ministérios, estará lotada por cinco mil torcedores.

No início do torneio, Juliana estava arredia, porque não queria falar sobre Walsh e May. Reclamou que as perguntas dos repórteres eram sempre sobre as rivais americanas e disparou:

- Estou falando mais sobre Walsh e May do que sobre a gente. Por que vocês não perguntam a Walsh e May o que elas pensam sobre Juliana e Larissa?

Com o confronto final definido, tudo mudou: Juliana falou bastante sobre as adversárias e confessou que já estava esperando o duelo.

- Nós somos as melhores duplas e vamos sempre nos encontrar. Treinamos a semana inteira para jogar contra elas e sei que o jogo será todo em cima de mim. Eu vim aqui para jogar a final, ganhar e deixar essa torcida louca - sentenciou.

Depois de vencer a primeira semifinal, Larissa atendeu à imprensa com pressa. Ela queria voltar logo para a arena e assistir ao jogo que definiria as futuras adversárias na decisão, sabendo que seria difícil escapar de Walsh e May.

- O Brasil estava esperando essa final. Teremos que entrar muito concentradas e dar 100% em quadra - resumiu.

Walsh vôlei de praia (Foto: João Pires / FIVB)

Larissa tem razão quando fala em dar o máximo. No confronto direto, as americanas levam ampla vantagem: 11 vitórias e apenas três derrotas. Apesar disso, Walsh e May pregam muito respeito às adversárias.

- Juliana e Larissa formam um time duro, de muito preparo físico e terão a torcida a favor - resumiu May.

- Queremos voltar ao topo e, para isso, precisamos ganhar das melhores do mundo há dois anos. Essa vantagem que temos no confronto direto não fará diferença amanhã - acredita Walsh.

Tanto respeito tem explicação: a dupla americana acredita que ainda não está na melhor forma. Sem jogar partidas oficiais desde as Olimpíadas de Pequim-2008, May destaca que ainda se recupera de uma contusão no tornozelo esquerdo e que a parceira parou de jogar para dar à luz duas crianças.

Será que as americanas só querem despistar e jogar a responsabiliade para as brasileiras? A resposta, nesta sexta.

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