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domingo, 14 de novembro de 2010

NÃO DEU. BRASIL CAI DIANTE DA RÚSSIA DE GAMOVA & CIA

Faltou pouco, de novo. Assim como aconteceu em 2006, o Brasil ficou perto de ganhar pela primeira vez o título do Mundial feminino de vôlei. E, assim como aconteceu em 2006, a Rússia levou a melhor no tie-break e impediu a realização desse sonho. Neste domingo, as russas venceram a final por 3 sets a 2, com parciais de 21-25, 25-17, 20-25, 25-14 e 15-11, e conquistaram o bicampeonato.
Com o resultado, a Rússia impede que o Brasil tenha a hegemonia no vôlei feminino, uma vez que a seleção é a atual campeã olímpica. As russas, por sinal, comprovam que o Mundial é o seu torneio preferido. Esse é o sétimo título das europeias na competição.
Contra a Rússia, o Brasil começou arrasador. Usando as bolas de Natália na entrada da rede a seleção marcou 6-1. O resultado deu tranquilidade para as brasileiras em toda a parcial. Principal arma ofensiva da Rússia, a ponteira Gamova demorou para fugir da defesa brasileira. Com o saque nacional funcionando bem, a bola chegava ruim para a levantadora Startseva, que não conseguia acionar a sua ponteira da melhor maneira. Sorte do Brasil, que encontrou o caminho livre na entrada da rede. Um ataque de Jaqueline no setor deixou a seleção com 10-3. A Rússia, então, acordou. Aos poucos foi tirando a diferença. Dois ataques seguidos de Gamova deixaram o jogo em 13-11. A seleção deu uma outra esticada no placar (20-15, com bloqueio de Fabíola), mas permitiu o empate russo em 21 pontos. Mas o Brasil não se perdeu. Com personalidade, fez quatro pontos seguidos e fechou o set em 25-21, com Sheilla.


No segundo set a seleção não conseguiu impor o mesmo ritmo do início do primeiro. A Rússia passou a forçar mais o saque, atrapalhando o ataque brasileiro. O serviço de Startseva, principalmente, foi fatal para o Brasil.
Toda a parcial foi dominada pela Rússia. Gamova atacou como quis. E o jogo da veterana oposto Sokolova finalmente apareceu. Foi ela quem decidiu o set em 25-17 em um ataque. No terceiro set, o equilíbrio durou até a levantadora Fabíola começar a usar as bolas das centrais. Além disso, Jaqueline também brilhou. Três pontos seguidos da ponteira deram 11-6 para a seleção. O Brasil administrou a vantagem até fechar em 25-20, com Fabiana. Faltava um set para a vitória brasileira. Mas as jogadoras não mostraram em quadra que estavam tão perto do título. Desconcentrado, o Brasil viu a Rússia jogar livre no quarto set. Sem conseguir marcar Gamova e errando bastante, as brasileiras perderam a parcial por fáceis 25-14. No tie-break, a seleção brasileira voltou mais ligada no jogo. Por três vezes abriu uma vantagem de dois pontos, mas permitiu a reação da Rússia. As russas tomaram a dianteira (8-9) em um ataque para fora de Sheilla. E fizeram 9-11 com Sokolova. A diferença foi demais para as brasileiras. Gamova atacou forte e fechou o jogo em 15-11.

Equipes

BRASIL: Fabíola e Sheilla, Jaqueline e Natália, Thaísa e Fabiana, Fabi. Entraram: Fernanda Garay, Dani Lins, Joycinha e Sassá.
Técnico: José Roberto Guimarães
RÚSSIA: Borodakova e Perepelkina, Sokolova e Gamova, Startseva e Kosheleva, Kryuchkova. Entraram: Makhno e Goncharova.
Técnico: Vladimir Kuzyutkin

"MELHORES" DO MUNDIAL


Estrela principal da final entre Brasil e Rússia, a oposta Gamova faturou o prêmio de melhor jogadora do Mundial feminino de vôlei.
A gigante de 2,02m, que marcou 35 pontos na decisão, teve a companhia de Kosheleva no pódio dos destaques do torneio. A jovem ponteira russa foi considerada a melhor atacante.
Medalhistas do Mundial, brasileiras e japonesas acabaram sem nenhum prêmio individual. Já equipes que fizeram campanhas irregulares, como Holanda, China e Turquia, tiveram atletas premiadas pela FIVB.

Confira as melhores do Mundial:


MVP: Gamova (Rússia)

Melhor atacante: Kosheleva (Rússia)

Melhor bloqueadora: Fürst (Alemanha)

Melhor sacadora: Grothues (Holanda)

Melhor levantadora: Wei (China)

Melhor recepção: Logan Tom (EUA)

Melhor líbero: Sykora (EUA)

Maior pontuadora: Darnel (Turquia)

JAPÃO É MEDALHISTA APÓS 32 ANOS

A ponteira Saori, pela entrada da rede, explorou o bloqueio duplo dos Estados Unidos e marcou o 15º ponto do Japão no tie-break. Um ponto histórico para as nipônicas, um ponto que acabou com 32 anos de espera das asiáticas para voltar ao pódio de um Mundial. A vitória que garantiu a medalha de bronze ao Japão foi conquistada após duas horas de jogo. De virada, as donas da casa venceram os Estados Unidos por 3 a 2, parciais de 18/25, 25/23, 21/25, 25/19 e 15/8. Saori, mais uma vez ela, foi o principal nome ofensivo das nipônicas, marcando 28 pontos.

O Japão contou ainda com a ajuda dos Estados Unidos, que entregaram 32 pontos para as donas da casa. Os erros custaram caro às norte-americanas, que tiveram aproveitamento melhor no ataque e bloqueio. Apenas no saque as japonesas apresentaram vantagem. Os Estados Unidos que, junto com Brasil e Rússia, eram considerados os favoritos ao título, se despedem do Mundial em uma amarga quarta posição. Ainda assim, é uma colocação superior à da última edição, quando Logan Tom e cia. não passaram do nono posto.



sábado, 13 de novembro de 2010

NA SUPERAÇÃO, BRASIL DERROTA O JAPÃO NO TIE-BREAK

A seleção brasileira feminina de vôlei mostrou que tem garra e determinação suficientes para conquistar o inédito título do Campeonato Mundial. Na partida mais difícil da competição até o momento, o Brasil conseguiu uma virada espetacular sobre o Japão e garantiu a vaga na final: 3 sets a 2 (22/25, 33/35, 25/22, 25/22 e 15/11), em 2h20, neste SÁBADO (13.11), no Yoyogi National Stadium, em Tóquio.
Agora, para conquistar o mundo, o time verde e amarelo terá de superar a seleção russa, que venceu os Estados Unidos por 3 sets a 1 na outra semifinal. Numa reedição da decisão do último Mundial, Brasil e Rússia estarão frente a frente neste DOMINGO (14.11), a partir das 8h30 (de Brasília). A partida terá transmissão ao vivo das TVs Globo e Bandeirantes e do canal Sportv.
Após a vitória, a líbero Fabi exaltou a força da equipe e comemorou a classificação para mais uma final. “Sabíamos que ia ser um jogo difícil. As japonesas entraram muito motivadas. Havia 28 anos que elas não disputavam uma semifinal do campeonato e, além disso, contavam com o apoio da torcida. Foi realmente muito difícil, mas mostramos a força do Brasil. Em nenhum momento pensamos em desistir. Elas se viravam e defendiam todas as bolas, mas estávamos preparadas e conseguimos a vitória e a vaga na sonhada final”, vibrou a jogadora mais experiente da seleção. Depois dos dois primeiros sets, o protocolo previa uma paralisação de dez minutos. Assim foi feito. As equipes saíram de quadra e foram para o vestiário, enquanto os torcedores assistiram a uma apresentação de dança. A parada não poderia ter sido mais benéfica para o Brasil, que perdia por 2 sets a 0. Na volta para o jogo, a equipe se acertou e começou o caminho que terminaria em vitória verde e amarela. “Na hora da parada, fomos para o vestiário e conversamos. A partir dali, cada ponto valia ouro. Era hora de berrar, pular, dar uma de louca se fosse preciso para virar a partida. Voltamos com tudo, com alegria e determinação, e conseguimos a vitória”, contou a capitã Fabiana. O técnico José Roberto Guimarães também entendeu que a parada foi importante para a recuperação da equipe. “Nunca deixei de acreditar. A energia do vestiário durante a parada foi muito legal. Pensamos: trabalhamos tanto durante o ano, nos esforçamos tanto, não é justo sairmos daqui derrotados. Tentei jogar o time para cima. Esse tempo acabou sendo muito importante. As coisas começaram a dar certo a partir do terceiro set. No tie-break, conseguimos emplacar o nosso jogo e parar a Saori e a Ebata, duas das principais jogadoras do Japão”, comentou o treinador.
Sassá entra e muda o jogo

Na primeira metade do terceiro set, com a partida muito equilibrada, Zé Roberto fez uma substituição que mudou a cara do jogo. Percebendo que Jaqueline não estava em seu melhor momento, o treinador sacou a ponteira e colocou Sassá em quadra. A atacante teve atuação brilhante e foi fundamental para a vitória brasileira. “Fiquei um pouco nervosa, mas sabia que tinha que entrar bem. Consegui fazer a minha parte em um momento em que a equipe precisava de mim. Tudo deu certo e estou muito feliz. Passar dessa semifinal foi um sonho. Conseguimos reverter uma situação muito difícil. Agora estamos em mais uma final. Será um jogo muito complicado, mas vamos buscar o título”, disse Sassá, que ganhou elogios do chefe após a atuação na semifinal. “Sempre me dediquei muito à preparação da Sassá. Sabia que em uma hora difícil ela poderia ajudar bastante. Ela é calma, tranquila, cadencia o jogo. A Sassá entrou muito bem e conseguimos uma reação muito importante”, afirmou Zé Roberto. Jaqueline ressaltou a importância do grupo nos momentos decisivos. “Foi um jogo de superação. O Japão é uma grande equipe. Sofremos um pouco nos dois primeiros sets, mas o grupo foi muito especial. Mostramos que a equipe é formada por 14 jogadoras e não apenas pelas seis titulares. Quando uma não está bem, a outra entra e assume a responsabilidade. Ter um grupo forte faz a diferença”, emendou Jaqueline. Apesar da derrota, a ponteira Ebata terminou como a maior pontuadora da partida, com 29 acertos. A oposto Sheilla e a ponteira Saori vieram em seguida, com 25 pontos. Natália e Fabiana também se destacaram, assinalando 23 e 20 pontos, respectivamente. “Foi uma vitória de pura superação. As japonesas jogaram muito bem, mas sempre acreditei que podíamos virar. O time não estava jogando mal nos primeiros sets, mas faltava dar algo mais. Começamos a jogar com mais agressividade e alegria e o jogo fluiu. Foi uma grande vitória”, comemorou Sheilla.
O jogo

A seleção brasileira começou tomando a iniciativa. Em três ataques de Natália e um de Thaísa o Brasil fez 4/2. Embalado pela torcida que lotou o Yoyogi National Stadium, o Japão logo reagiu e empatou em ataque de Saori (4/4). O jogo ficou equilibrado e disputado ponto a ponto. Na segunda parada técnica, o placar apontava 16/15 para as japonesas. As duas equipes se apresentavam bem no ataque, mas o Japão era superior na defesa e abriu 22/20. Sem conseguir superar a forte defesa asiática, as brasileiras viram as adversárias fecharem o primeiro set: 25/22 em erro do ataque verde e amarelo. O segundo set também começou equilibrado. A defesa japonesa continuava segura, mas o Brasil começou a fazer a diferença no bloqueio. Em três pontos consecutivos neste fundamento, as brasileiras abriram 11/8. A sequência fez o técnico japonês, Masayoshi Manabe, parar o jogo. O tempo fez bem ao time do Japão, que empatou em ataque de Inoue: 12/12. A partida seguiu disputada ponto a ponto. O Brasil conseguia abrir vantagem (20/18), mas cedia o empate em seguida (20/20). A virada do Japão veio em erro do ataque brasileiro: 22/21. Em fim de set eletrizante, as japonesas garantiram a vitória em ponto de ataque: 35/33. O equilíbrio continuou no terceiro set. Mas o Japão, que seguia muito bem na defesa, chegou ao primeiro tempo técnico na frente: 8/7. O Brasil virou em três pontos seguidos – um de ataque e dois de bloqueio: 10/8. As japonesas empataram em dois erros consecutivos do time brasileiro: 10/10. Neste momento, o técnico Zé Roberto colocou em quadra a ponteira Sassá. A partida seguiu muito disputada até o 16º ponto, quando a equipe verde e amarela começou a crescer no jogo. Comandado por Sassá, o Brasil abriu 20/18. Dessa vez, no entanto, as brasileiras não permitiram a reação japonesa e fecharam a parcial em 25/22. Como todos os outros sets, o quarto também começou equilibrado. A seleção brasileira chegou ao primeiro tempo técnico em ataque de Thaísa: 8/7. O Brasil era superior no bloqueio, mas o Japão mantinha a eficiência na defesa. Na segunda parada técnica, a vantagem era japonesa: 16/15. Investindo nas jogadas pelo meio, o time verde e amarelo aos poucos ia encontrando espaços para virar as bolas. O equilíbrio persistiu até o 22º ponto, quando a seleção brasileira marcou três vezes seguidas e empatou a partida: 25/22 em linda bola de Fabíola, que colocou no fundo da quadra adversária. No tie-break, as equipes foram para o tudo ou nada. Mas o Brasil definitivamente se encontrou no jogo. Bem posicionado, o time conseguiu parar as principais atacantes japonesas, Ebata e Saori, e foi soberano na parcial. Final: 15/11 e festa brasileira em Tóquio.
EQUIPES
BRASIL: Fabíola, Sheilla, Jaqueline, Natália, Thaísa e Fabiana. Líbero - Fabi Entraram: Dani Lins, Joycinha e Sassá Técnico - José Roberto Guimarães
JAPÃO: Takeshita, Ebata, Inoue, Yamaguchi, Ai e Saori. Líbero: Sano Entraram: Kurihara, Nakamichi, Ishida, Araki e Ino Técnico – Masayoshi Manabe

RÚSSIA VENCE OS EUA E ESTÁ NA FINAL DO MUNDIAL 2010

A Rússia garantiu neste sábado a classificação para a final do Mundial feminino de vôlei ao derrotar os Estados Unidos pelo placar de 3 sets a 1 (25-16, 13-25, 25-19 e 25-21). Agora, as russas enfrentam na decisão, domingo, o Brasil, que passou pelo Japão em cinco sets na outra partida.
A classificação para a final do Mundial feminino de vôlei é rotina para a Rússia. Essa será a nona vez que a equipe disputará a decisão. As russas conseguiram o título em 1952, 1956, 1960, 1970, 1990 e 2006 e foram vice-campeãs em 1962 e 1974.
Para ficar com a vaga, a Rússia passou pelos Estados Unidos nas semifinais. As principais jogadas foram as manjadas bolas altas para as ponteiras Gamova e Kosheleva e a bola de segurança para a oposto Sokolova.
No primeiro set, o passeio foi completo. Em pouco tempo a Rússia fez 8-3 no placar. Desatento, o time norte-americano não conseguiu achar o tempo de marcação para os ataques de Gamova e Kosheleva. Assim, a Rússia fez 25-16 com facilidade.
A seleção norte-americana voltou melhor no segundo set, graças principalmente ao excelente saque de Logan Tom. Assim, os EUA quebraram o passe da Rússia e, contando com o bom desempenho da oposto Hooker no contra-ataque, venceram a parcial por fáceis 25-13.
A Rússia acertou o ritmo no terceiro set. Gamova voltou a jogar bem e colocou as russas na frente logo após o primeiro tempo técnico. As atuais campeãs mundiais fecharam a parcial em 25-19.
No quarto set, quem deu show foi Sokolova. A veterana oposto comandou a Rússia em toda a parcial. As europeias comandaram o placar o tempo todo e fecharam o jogo em 25-21 com um ataque da própria Sokolova.
A maior pontuadora da partida foi Hooker, com 23 pontos -um a mais que Gamova. Sokolova contribuiu para a vitória da Rússia com 18 pontos.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

BRASIL PASSA FÁCIL PELA ALEMANHA E ESTÁ NAS SEMIFINAIS


A seleção brasileira feminina de vôlei está nas semifinais do Campeonato Mundial. Nesta TERÇA-FEIRA (09.11), a equipe garantiu a vaga com uma rodada de antecedência ao superar a Alemanha por 3 sets a 0 (25/16, 25/13 e 25/21), em 1h13, no ginásio Nippongaishi, em Nagoya, no Japão. Com oito vitórias em oito jogos, o Brasil encerrará a sua participação na segunda fase da competição nesta QUARTA (10.11), às 3h (de Brasília), contra os Estados Unidos. A partida terá transmissão ao vivo das TVs Globo e Bandeirantes e do canal Sportv.
Depois da vitória tranquila sobre as alemãs nos dois primeiros sets, a equipe brasileira teve trabalho na terceira parcial. Em desvantagem no placar durante a primeira metade do set, o time verde e amarelo buscou a reação e definiu a partida.
“Jogamos muito bem nos dois primeiros sets e fizemos o jogo ficar mais tranquilo. No terceiro, a equipe entrou desconcentrada e relaxamos na marcação. Mas o importante é que conseguimos voltar para o jogo, vencemos e agora estamos nas semifinais. Estou feliz com a vaga e com a atuação da equipe na partida de hoje. Demos o primeiro passo no Mundial quando terminamos invictos a primeira fase. Agora, demos o segundo. Falta o terceiro, que é chegar à final, e o quarto: conquistar o título”, disse o técnico José Roberto Guimarães.
Para o treinador brasileiro, o segredo da vitória foi a boa marcação exercida sobre as duas principais atacantes da Alemanha: Kosuch, que marcou seu primeiro ponto no jogo apenas no segundo set, e Ssuschke.
“Marcamos muito bem a Kosuch e também armamos um esquema especial para a Ssuschke. São as principais jogadoras do time. Nossa estratégia de jogo era tirar as opções da levantadora e deu certo. Jogamos muito bem. A partir de um bom saque, o bloqueio fez um ótimo trabalho. A defesa estava sempre bem posicionada e também teve atuação muito boa”, comentou Zé Roberto.
No terceiro set, quando o Brasil estava em situação difícil (8/12), a jovem ponteira Natália chamou a responsabilidade e começou a virar as bolas. No fim, terminou como a maior pontuadora da partida, com 20 acertos – 18 de ataque e dois de bloqueio. Pela equipe alemã, Ssuschke foi a jogadora que mais marcou: oito pontos.
“Não fui muito bem no ataque no último jogo, contra Cuba, mas hoje consegui me recuperar. Estava segura na partida. Consegui virar as bolas e ajudar a equipe. Também estou confiante no passe e na defesa. Sei que tenho que evoluir em todos os fundamentos, mas acho que estou no caminho certo”, afirmou Natália, jogadora mais jovem da equipe, com 21 anos.

Antes da semi, seleção se concentra nos Estados Unidos

A classificação para as semifinais do Campeonato Mundial já está garantida. No entanto, para as jogadoras da seleção brasileira, isso não é suficiente. O objetivo é vencer a última partida da segunda fase, contra os Estados Unidos, e manter a invencibilidade na competição.
“Estou muito feliz por estarmos nas semifinais. Mas agora temos que pensar no jogo contra os Estados Unidos. Queremos terminar essa fase da melhor forma possível para chegarmos fortes na sonhada semifinal”, comentou a líbero Fabi.
“Nosso objetivo é vencer todos os jogos. Até agora, fizemos um bom trabalho e conseguimos. A partida de amanhã é muito importante, vai definir a primeira colocação do grupo. Enfrentaremos uma grande equipe e temos que entrar concentradas”, completou a levantadora Fabíola.
Enquanto o Brasil é o único invicto do grupo F da segunda fase, a Rússia é a única com 100% de aproveitamento na chave E. As duas equipes asseguraram classificação para as semifinais com uma rodada de antecedência. A outra vaga do grupo F, que será ocupada por Itália ou Estados Unidos, será decidida amanhã. No E, o Japão está jogando contra a Coreia do Sul neste momento. Se vencer, o time japonês também se garante nas semifinais do Mundial.

O jogo

O primeiro set começou com domínio do time brasileiro, que chegou ao primeiro tempo técnico em dois erros seguidos da Alemanha (um de saque e outro de ataque): 8/3. Superior no saque e no bloqueio, o Brasil ampliou a vantagem: 16/8. A equipe verde e amarela não teve dificuldades para definir a primeira parcial: 25/16 em bloqueio de Sheilla.
O segundo set começou mais equilibrado (6/5), mas a seleção brasileira não demorou para assumir o controle da parcial. Eficiente no ataque e na defesa, o Brasil abriu 12/7 em ponto de Natália. Com boa atuação da levantadora Fabíola, a equipe do técnico Zé Roberto continuou soberana na partida. A vitória veio em bloqueio de Thaísa: 25/13.
A Alemanha voltou melhor para o terceiro set. Superior no ataque, o time alemão construiu boa vantagem: 12/8. Mas, quando a ponteira Natália começou a distribuir suas pancadas, o Brasil cresceu no jogo. A equipe chegou ao empate num ataque pesado da jogadora: 13/13. A partir daí, partida equilibrada até o 18º ponto, quando as brasileiras começaram a se distanciar no placar. Se Natália garantia na frente, Fabi e Jaqueline se viravam como podiam na defesa, que teve excelente atuação. No fim, vitória verde e amarela: 25/21 em ataque de Natália.

EQUIPES
BRASIL: Fabíola, Sheilla, Jaqueline, Natália, Thaísa e Fabiana. Líbero - Fabi
Entraram: Dani Lins, Joycinha e Sassá
Técnico - José Roberto Guimarães

ALEMANHA: Weiss, Brinker, Kosuch, Fürst, Beier e Ssuschke. Líbero - Tzscherlich
Entraram: Hanke, Hippe, Radzuweit, Matthes e Thomsen
Técnico – Giovanni Guidetti

OUTROS RESULTADOS DO MUNDIAL


A Rússia é a primeira seleção classificada para as semifinais do Mundial feminino de vôlei. Nesta terça-feira, as atuais campeãs do mundo venceram a Sérvia com facilidade, pelo placar de 3 sets a 0, com parciais de 25-19, 25-8 e 25-12.
Com este resultado, a Rússia chegou a 12 pontos (seis vitórias em seis partidas) no grupo E e não pode mais ser alcançada pela terceira colocada, atualmente a Sérvia com nove pontos (três vitórias e três derrotas).
Na quarta-feira, as russas enfrentarão o Japão no encerramento da segunda fase, em jogo que pode definir a seleção que ficará com o primeiro lugar do grupo. As japonesas também garantiram classificação nesta terça.
Logo após o atropelo russo sobre a Sérvia, a Turquia venceu o Peru por 3 sets a 0, parciais de 25-15, 25-18 e 25-20, e subiu para o terceiro lugar da chave, mas acabou eliminada do campeonato.
Quem também deu adeus à briga por uma vaga na próxima fase foi a Polônia. No terceiro jogo do dia em Tóquio, as europeias perderam para a China por 3 sets a 0 (25-21, 25-23 e 25-18) e encerraram suas esperanças de classificação. As chinesas já estavam fora da disputa.
Em outro jogo já encerrado nesta terça-feira, desta vez válido pelo grupo F, Cuba venceu a República Tcheca por 3 sets a 1, com parciais de 25-22, 28-30, 25-22 e 25-23. As duas equipes não têm mais chance de classificação.

domingo, 7 de novembro de 2010

BRASIL VIRA E BATE CUBA

O confronto entre Brasil e Cuba pela segunda rodada da segunda fase do Campeonato Mundial foi exatamente como previu o técnico José Roberto Guimarães na véspera da partida: difícil e cheio de provocações. Neste DOMINGO (07.11), a seleção brasileira feminina de vôlei superou a catimba cubana e garantiu a sétima vitória na competição: 3 sets a 1 (23/25, 25/20, 25/13 e 25/18), em 1h36, no ginásio Nippongaishi, em Nagoya, no Japão. O resultado deixou o time verde e amarelo a um triunfo da vaga nas semifinais do Mundial. “Sabíamos que seria um jogo difícil. As provocações continuam como antes. É sempre assim contra o Brasil, elas jogam duas vezes mais. Construímos a vitória ponto a ponto. Erramos demais no primeiro set, principalmente no passe e no ataque. Mas aos poucos fomos buscando espaços. A partir do segundo set, começamos a atacar mais pelo meio e acertamos o bloqueio. Conseguimos uma vitória importante e demos um grande passo para a classificação para as semifinais”, comentou Zé Roberto. A capitã Fabiana teve a mesma leitura do jogo. “As cubanas são assim. Atacam, vibram na nossa cara, provocam muito. Mas conseguimos manter a calma. Não fomos bem no primeiro set, cometemos muitos erros, mas depois encaixamos o jogo. O saque e o bloqueio funcionaram e conseguimos uma grande vitória”, disse a meio de rede. A cubana Carcaces terminou como a maior pontuadora da partida, com 19 acertos. Pelo Brasil, a oposto Sheilla foi a jogadora que mais marcou, com 17 pontos. As centrais Fabiana, com 15, e Thaísa, com 14, vieram em seguida. A ponteira Natália, que assinalou 12 pontos, exaltou a força do grupo. “Hoje eu não estava tão bem no ataque e fiquei na cobertura do bloqueio. Ajudei na defesa e na recepção. Não estava conseguindo virar as bolas e as outras meninas assumiram. Ter um grupo forte é muito importante. Nós nos ajudamos”, comemorou a jovem Natália, de 21 anos. Com sete vitórias em sete jogos e muito perto da conquista da vaga para as semifinais, técnico e jogadoras da seleção brasileira entraram na contagem regressiva. O caminho até o inédito título mundial está cada dia mais curto. “Agora faltam quatro jogos. Vamos buscar a vitória a todo custo em todos eles. Queremos muito este título”, disse a ponteira Jaqueline. “Estamos na contagem regressiva. Já superamos sete jogos, agora faltam quatro. Mas temos de pensar em um adversário por vez. Vamos estudar o time da Alemanha, que é organizado, bem treinado e vai dar muito trabalho. É uma equipe que mescla velocidade e bom sistema defensivo”, completou o técnico Zé Roberto. Depois das vitórias nas duas primeiras rodadas da segunda fase, o time brasileiro folgará nesta segunda-feira (08.11) e voltará à quadra na TERÇA (09.11), às 3h (de Brasília) para o confronto com a Alemanha. A última rodada será na quarta (10.11). O Brasil enfrentará os Estados Unidos também às 3h.
O jogo
Depois de abrir o placar em bloqueio de Thaísa, a seleção brasileira aproveitou-se das falhas na recepção cubana e fez 6/2 em ace de Natália. A reação adversária, no entanto, não demorou e as cubanas chegaram ao empate: 8/8. Superior no bloqueio, Cuba passou a ditar o ritmo de jogo. No segundo tempo técnico, o placar apontava 16/12 para a seleção cubana. Eficiente no ataque e contando com os erros brasileiros neste fundamento, Cuba abriu 22/14. O Brasil começou a reagir e marcou cinco pontos consecutivos: 19/22. As brasileiras ainda chegaram muito perto do empate (23/24), mas viram as cubanas fecharem a primeira parcial: 25/23 em ataque de Palacios. O Brasil voltou para o segundo set disposto a empatar a partida e chegou à primeira parada técnica em ataque de Jaqueline: 8/5. As brasileiras evoluíram em relação ao primeiro set, diminuíram o número de erros, cresceram no ataque e no bloqueio e abriram 16/10. Comandado pela capitã Fabiana, o time verde e amarelo não deu chances às cubanas e fez 23/19. A vitória veio em ataque da ponteira Jaqueline: 25/20. A seleção brasileira continuou melhor no terceiro set: 8/5. Superior no saque e no ataque, o Brasil ampliou a vantagem e chegou ao segundo tempo técnico com 16/9 no placar. Soberano na partida, o time verde e amarelo fechou a terceira parcial sem dificuldades: 25/13. O time cubano aproveitou-se dos erros brasileiros e construiu boa vantagem logo no início do quarto set: 8/3. Mas, em excelente reação, o Brasil marcou seis pontos consecutivos e virou a parcial: 9/8. Eficiente no ataque e no bloqueio, a equipe brasileira abriu 16/13. A vitória veio num erro do saque cubano: 25/18.
EQUIPES
BRASIL: Fabíola, Sheilla, Jaqueline, Natália, Thaísa e Fabiana. Líbero - Fabi Entraram: Dani Lins, Joycinha e Sassá Técnico - José Roberto Guimarães
CUBA: Silie, Carcaces, Giel, Cleger, Sanchez e Palacios. Líbero - Arredondo Entraram: Santos e Cantañeda Técnico – Juan Carlos Rodriguez
A Holanda não resistiu ao volume de jogo da Tailândia e perdeu por 3 a 1.

AZURRA DERRUBA UM DOS INVICTOS: OS EUA

Embalada por uma bela performance de suas ponteiras-passadoras, a Itália derrotou os Estados Unidos por 3 sets a 1, parciais de 25/16, 24/26, 27/25 e 27/25, neste domingo, e quebrou a sequência de seis vitórias da seleção americana no Mundial. Assim que o ponto final foi marcado, uma festa de jogadoras e dirigentes tomou conta da quadra do Nippon Gaishi Hall, em Nagoya, com direito a comemorações exageradas, bem ao estilo italiano.
Serena Ortolani foi a maior pontuadora da Itália, com 23 acertos, seguida por Gioli, com 18. Apesar da boa atuação de Destinee Hooker no ataque, com 24 pontos, ela não conseguiu evitar a primeira derrota dos Estados Unidos no Mundial.Segundo o técnico italiano, Massimo Barbolini, o diferencial de sua equipe foi o sistema defensivo, que conseguiu conter o forte ataque americano.- Estou muito orgulhoso pela forma com a qual jogamos hoje. Vencemos um dos melhores times do mundo. Fomos muito bem na defesa e no bloqueio. E, melhor ainda, conseguimos vencer estando quase sempre atrás no placar. Ponto a ponto. Foi um jogo muito importante para nós – afirmou.O treinador dos Estados Unidos, Hugh McCutcheon, preferiu apenas dar o crédito da vitória aos adversários e se negou a dizer se a quebra da invencibilidade coloca mais pressão na seleção para conquistar duas vitórias nos dois últimos jogos da segunda fase, contra Holanda e Brasil.- A Itália mereceu vencer. Nós ainda temos erros para consertar para as próximas partidas. A parte defensiva deles foi o diferencial, sem dúvida. Essas derrotas acontecem no esporte. São normais. O importante é como o time volta a jogar. Veremos na terça-feira. Mas nem estamos pensando na semifinal ainda. Apenas no duelo contra a Holanda – garantiu.



A Coreia do Sul venceu o Peru por 3 sets a 1.



A Alemanha derrotou a República Tcheca por 3 sets a 0.

RÚSSIA SEGUE FIRME NA LIDERANÇA DO GRUPO E

Neste domingo, em Tóquio, a Rússia venceu mais uma partida, manteve-se invicta na competição e ficou a apenas um triunfo das semifinais.
Para manter sua série sem derrotas, a seleção russa teve de encarar um jogo duro contra a Polônia nesta manhã. Na partida, válida pelo grupo E, as polonesas foram facilmente dominadas no primeiro set, mas deram muito trabalho nas parciais seguintes e venderam caro a derrota por 3 a 0 (25-17, 25-21 e 33-31).
Com o resultado, as atuais campeãs mundiais chegaram a 10 pontos, precisando de somente uma vitória para mais uma vez atingirem as semis. A Polônia, por sua vez, está em quinto lugar com sete pontos e, apesar de ainda ter chances matemáticas de classificação, precisa de uma combinação milagrosa de resultados para passar de fase.

SÉRVIA AFUNDA MAIS A CHINA

Após o revés contra a Turquia neste sábado (6), a Sérvia entrou em quadra pressionada a conquistar uma vitória diante da China, e conseguiu o objetivo. Com o bom resultado, a equipe sérvia comemorou a evolução em quadra e o alívio no Mundial.
“Era muito importante vencer e ficar em boas condições na competição. Jogamos muito, muito melhor que ontem (sábado) e por isso ganhamos. Estou satisfeito com a forma como jogamos, principalmente com a motivação das jogadoras, que mostraram que podem jogar melhor”, elogiou o técnico Terzic Zoran.

Feliz com o resultado, a atacante Brakocevic também comemorou a volta por cima. “Depois do jogo de ontem, tentamos voltar fortes e eu tentei jogar como fizemos na primeira fase. Atuamos melhor que ontem e tentamos dar tudo hoje (domingo)”, falou a camisa número dois da Sérvia.

Agora na quarta colocação da tabela, e com chances reais de avanaçar à semifinal, a Sérvia se prepara para o difícil duelo contra a Rússia, que lidera o Grupo E. A partida será nesta terça-feira (9), em Tóquio.

JAPÃO ASSUME A 2ª COLOCAÇÃO DO GRUPO E AO DERROTAR A TURQUIA

O Japão deu mais um importante passo em direção às semifinais do Mundial. Neste domingo (7), as nipônicas fizeram a festa da torcida de Tóquio ao vencer a Turquia por 3 sets a 1 (25/19, 23/25, 25/19 e 25/13) e subir para a segunda colocação do Grupo E. Em um jogo com poucos bloqueios, tendo apenas 13 pontos neste fundamento (oito para o Japão e cinco para a Turquia), as japonesas erarraram menos e aproveitaram bem os pontos cedidos pelas turcas. No total, a Turquia cometeu 26 erros, o dobro que as donas da casa.
Já nos destaques individuais quem levou a melhor foi novamente o Japão, que contou com os 26 acertos de Ebata, maior pontuadora do duelo, superando Saori em apenas dois tentos. Do outro lado da quadra, quem mais colocou a bola no chão foi a capitã Gumus, que fez 19 pontos.Com este resultado, o Japão assumiu a segunda colocação do Grupo E, com nove pontos, atrás somente da Rússia, e agora entrará em quadra com força máxima para enfrentar a Coreia, na terça-feira (9), e se manter na zona de classificação para as semifinais. A Turquia, por sua vez, está com sete pontos, mesmo número que a Polônia e buscará se recuperar na partida contra o Peru, também na terça.

sábado, 6 de novembro de 2010

PELA 2ª FASE DO MUNDIAL, BRASIL FAZ 3 A 0 NA TAILÂNDIA

A seleção brasileira feminina de vôlei começou a segunda fase do Campeonato Mundial da mesma forma que terminou a primeira: com vitória. Neste SÁBADO (06.11), o time do técnico Zé Roberto superou a Tailândia por 3 sets a 0 (25/19, 25/19 e 25/16), em 1h08, no ginásio Nippongaishi, em Nagoya, no Japão. O Brasil buscará o sétimo triunfo na competição neste domingo, às 4h30 (de Brasília), contra Cuba.
“Fizemos um bom jogo. A Tailândia joga em velocidade e com bolas baixas. É o tipo de jogo que não é de bloqueio, mas de defesa. E fomos muito bem neste fundamento. A Jaqueline, por exemplo, fez quatro defesas impressionantes. Também fizemos um bom trabalho no saque. Gostei da atuação do time”, analisou Zé Roberto.
Se a ponteira Natália brilhou na última partida, contra a Itália, marcando 25 pontos em apenas três sets, hoje foi o dia da oposto Sheilla. Inspirada, a atacante terminou como a maior pontuadora na vitória sobre a Tailândia, com 21 acertos – 19 de ataque e dois de bloqueio.
“Hoje a Sheilla mostrou todo o seu repertório. Tirou da cartola inúmeras jogadas. Ela é muito habilidosa. Nos momentos de dificuldade, consegue arrumar um jeito de virar as bolas”, elogiou Zé Roberto.
“Há dias em que tudo dá certo. Hoje estava inspirada e consegui brincar um pouquinho no ataque. Mas jogar contra a Tailândia é sempre difícil. Elas são rápidas, se mexem muito. É um estilo de jogo diferente do que estamos acostumadas. Por isso, demoramos um pouco para nos adaptar no começo”, completou a campeã olímpica Sheilla.
Passada a vitória sobre a Tailândia, a líbero Fabi já estava com as atenções voltadas para o próximo desafio no Mundial. “A Tailândia é um time muito rápido. Demoramos um pouquinho para encaixar o bloqueio e a defesa. Mas depois acertamos e abrimos vantagem. Agora é malhar e treinar. Amanhã tem mais”, afirmou Fabi.
Por muitos anos, Cuba foi a principal rival do Brasil no voleibol mundial. Gerações passadas protagonizaram grandes jogos e polêmicas. Agora, a situação é outra. A seleção cubana está renovada e já não tem a mesma força. No entanto, para técnico e jogadoras da equipe brasileira, a rivalidade permanece inalterada.
“Jogar contra Cuba é sempre complicado. Esse time cubano está com jogadoras novas, mas a rivalidade é histórica. Será uma partida difícil. As provocações fazem parte do clima do jogo”, comentou Zé Roberto. “Temos de ficar atentos a Carcaces, que está fazendo um grande campeonato e ataca as bolas mais difíceis. A Sanchez comanda a equipe no bloqueio. Teremos de entrar concentrados”, completou o treinador.
Sheilla concordou com o chefe. “A seleção cubana não está tão forte quanto era antigamente, mas um jogo entre Brasil e Cuba sempre pega fogo”, disse a oposto.
Na segunda fase do Mundial, as 16 equipes classificadas foram divididas em duas chaves. O grupo E, com sede em Tóquio, é composto por Japão, Sérvia, Peru, Polônia, Rússia, Coreia do Sul, Turquia e China. Na chave F, além de Brasil, Tailândia e Cuba, estão Itália, Holanda, República Tcheca, Estados Unidos e Alemanha. Dentro do próprio grupo, as seleções jogam contra os times que não enfrentaram na primeira fase. As duas melhores equipes de cada chave garantem vaga nas semifinais.
Depois do jogo contra Cuba, a seleção brasileira folgará na segunda-feira (08.11) e voltará à quadra na terça (09.11), às 3h (de Brasília), contra a Alemanha. A última rodada da segunda fase será na quarta (10.11). O Brasil enfrentará os Estados Unidos também às 3h.

O jogo

O primeiro set começou equilibrado, mas a Tailândia chegou ao primeiro tempo técnico na frente: 8/6. Se por um lado as tailandesas abusavam dos erros de saque, por outro as brasileiras não conseguiam encaixar o bloqueio. A partida permaneceu equilibrada até o 14º ponto (14/14), quando o Brasil começou a construir a vantagem. Em três pontos consecutivos, o time verde e amarelo abriu 17/14. As brasileiras passaram a ditar o ritmo da partida. Eficiente no ataque, a equipe abriu 22/17. A vitória veio em ace de Natália: 25/19.
O Brasil continuou melhor no segundo set e fez 8/5 em quatro pontos seguidos: dois de ataque, um de saque e um de bloqueio. Superior no ataque, a equipe brasileira não deixava as tailandesas encostarem no placar: 14/9. Comandado pela oposto Sheilla, o time verde e amarelo abriu 21/15. O último ponto do set veio em ataque de Jaqueline: 25/19.
A seleção brasileira construiu boa vantagem logo no início da terceira parcial: 5/1. A Tailândia ensaiou a reação (6/5), mas não conseguiu chegar ao empate. O Brasil retomou o controle da partida e fez 12/9 em ataque de Jaqueline. As tailandesas novamente encostaram (12/11), mas a equipe brasileira tinha Sheilla em grande dia: 15/12. Com boa atuação do sistema defensivo, o Brasil fechou o último set em 25/16.

EQUIPES

BRASIL: Fabíola, Sheilla, Jaqueline, Natália, Thaísa e Fabiana. Líbero - Fabi
Entraram: Dani Lins, Joycinha, Sassá e Adenizia
Técnico - José Roberto Guimarães

TAILÂNDIA: Thinkaow, Onuma, Wilavan, Amporn, Tomkom e Malika. Líbero - Pannoy
Entraram: Sukmak, Sutadta e Phanusit
Técnico – Kiattipong Radchatagriengkai

OUTROS RESULTADOS DO MUNDIAL

Estados Unidos e Rússia, dois dos favoritos ao título do Mundial feminino de vôlei, estrearam com vitória na segunda fase da competição. Neste sábado, as norte-americanas ganharam da República Tcheca, enquanto as russas passaram pelo Peru. Em Nagoya, pelo grupo F, o mesmo do Brasil, os Estados Unidos não tiveram problemas para vencer por 3 sets a 0, com parciais de 25-20, 25-20 e 25-13.


Holanda superou Cuba por 3 a 1, com parciais de 25-12, 22-25, 25-12 e 25-20. Após a derrota, que praticamente encerra as chances de Cuba passar para as semifinais, a capitã da equipe Yusidey Frometa reclamou do horário da partida, que começou às 11h da manhã (no horário local). “Tivemos problemas na recepção e na concentração. O horário da partida pode ter influenciado. Hoje não fomos o verdadeiro time de Cuba”, reclamou a jogadora, que neste domingo enfrenta o Brasil às 15h30 no horário japonês (4h30 em Brasília). Com os resultados deste sábado, a seleção norte-americana chegou a oito pontos e ficou ainda mais próxima das semifinais. Como já entrou na segunda fase com três vitórias (sobre Cuba, Tailândia e Alemanha, na primeira fase), os Estados Unidos precisam apenas de duas vitórias nos últimos três jogos para avançar.

Itália passou pela Alemanha: 3 sets a 1.

Pelo grupo E, a Rússia vive uma situação parecida. Depois dos 3 a 0 sobre o Peru (25-15, 25-15 e 25-20), as europeias lideram o grupo E, em Tóquio, com folgas. Quem surpreendeu no dia foi a Turquia, que bateu a Sérvia por 3 a 0 (25-19, 25-16 e 25-20) e manteve as chances de classificação.

Japão sofreu a primeira derrota no Mundial: 3 sets a 1 para a China

Polônia bateu a Coreia do Sul por 3 sets a 2.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

BRASIL PRONTO PARA 2ª FASE

O Brasil se prepara para ter dor de cabeça contra a Tailândia. Literalmente. A adversária na abertura da segunda fase do Mundial feminino de vôlei, às 4h30 (de Brasília) deste sábado, exige tanta concentração que as jogadoras alegam deixar a quadra com a cabeça doendo.
“É difícil. Contra todos os times asiáticos você precisa ter atenção pelas mexidas e a velocidade que eles impõem.Você fica concentrado o tempo todo que até dá um pouco de dor de cabeça”, relata a capitã da seleção brasileira, a meio de rede Fabiana.
A oposto Sheilla, segunda maior pontuadora do Brasil no Mundial, atrás apenas da ponteira Natália, concorda com a análise de Fabiana. “É um time com característica asiática: cruza para lá, cruza para cá. E tem um bom sistema defensivo. Precisamos de muita concentração. A gente vai ter um pouquinho de dor de cabeça vendo elas correrem de um lado para o outro.”
Atual campeã asiática, a Tailândia nunca venceu o Brasil em competições oficiais. Foram oito partidas, com oito triunfos brasileiros. O último encontro aconteceu na Copa dos Campeões do ano passado, com uma vitória de 3 a 0 da seleção comandada por José Roberto Guimarães.
No Mundial de 2010, o Brasil ainda não enfrentou nenhum time com o estilo de jogo tailandês, de velocidade, ataque baixo e defesa apurada. Por isso, o treinador usou os dois últimos dias para orientar a equipe a fazer esse tipo de marcação.
“A gente tem que se posicionar bem e não dar muito a mão de fora ou pular muito porque elas passam embaixo do braço. Tem que ter uma técnica especial quando a gente vai jogar contra times que atacam nessa altura, porque a gente está acostumado a pular muito, a ir muito alto pra poder bloquear. Só que elas não têm esse tipo de ataque. Então tem que ter uma paciência enorme nesse estilo de jogo porque a gente não vai derrubar na primeira bola. A gente vai ter dificuldade de tocar nas primeiras bolas, até começar a se ajustar no tempo delas”, analisou Zé Roberto.
Para evitar ser surpreendido pelos ataques tailandeses, Zé Roberto quer que a seleção force o saque contra as adversárias. “Elas não são altas, mas são extremamente habilidosas. Como técnica individual de ataque e muito velozes. Talvez elas sejam o time com mais combinações de ataques do Campeonato Mundial. Pelo que eu estudei nos vídeos elas estão com muitas jogadas. Aí vai depender do passe. É o que a gente não pode deixar que aconteça. Para evitar isso a gente precisa sacar bem”, disse.
Como os resultados obtidos na primeira fase do Mundial continuam válidos, o Brasil já entra em quadra na liderança do grupo F da segunda fase, com seis pontos (três vitórias em três jogos). A Tailândia é a lanterninha do grupo, com apenas três pontos (nenhuma vitória em três partidas).
O Brasil ainda vai enfrentar nesta fase as seleções de Cuba (domingo), Alemanha (terça-feira) e Estados Unidos (quarta-feira). República Tcheca, Holanda e Itália, derrotadas pelas brasileiras na primeira fase, também estão no grupo.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

BRASIL ARRASA A ITÁLIA COM DIREITO A 25 X 07


O jogo mais esperado da primeira fase do Campeonato Mundial não deu tanto trabalho às brasileiras. Com atuação impecável, a seleção feminina de vôlei não tomou conhecimento da equipe italiana e venceu a partida desta QUARTA-FEIRA (03.11) por 3 sets a 0 (25/16, 25/19 e 25/7), em apenas 1h03, na Hamamatsu Arena, no Japão. Com inacreditáveis 25 pontos em três parciais, a ponteira Natália foi a jogadora que mais marcou no confronto.
“Estou muito feliz com a atuação do time. Vínhamos estudando a Itália desde os treinos em Saquarema. Hoje tudo deu certo e tivemos uma atuação impecável. Sacamos muito bem e quebramos o passe italiano. O bloqueio também foi excelente. Conseguimos marcar as bolas mais fortes da Itália, principalmente com a Gioli. Nossos contra-ataques também funcionaram. Foi uma noite muito feliz. Todas as jogadoras estiveram muito bem, inclusive as que vieram do banco”, elogiou o técnico José Roberto Guimarães.
Ao fim da partida, todas vibraram com a vitória sobre um dos maiores rivais do Brasil no voleibol mundial. “O time todo jogou muito bem taticamente e está de parabéns. Foi a nossa melhor partida no Mundial. Espero que todos os jogos sejam assim”, comentou a jovem ponteira Natália.
A levantadora Fabíola comemorou a sua melhor atuação com a camisa da seleção brasileira. “Foi um jogo excelente. Estávamos esperando uma partida bem mais complicada. A equipe esteve muito bem taticamente. Acho que foi o meu melhor jogo pela seleção. Gostei muito da partida contra a Holanda, mas essa foi melhor. E contra a Itália, o que dá um gostinho especial”, completou Fabíola.
A seleção brasileira terminou a primeira fase do Campeonato Mundial como a única equipe invicta do grupo B: cinco vitórias em cinco jogos. Para a líbero Fabi, a primeira meta foi cumprida. “Fizemos uma partida muito boa e conseguimos terminar a primeira fase na liderança do grupo, com cem por cento de aproveitamento. Este era o primeiro objetivo e foi alcançado. Agora, carregamos essas vitórias para a próxima fase, que será muito difícil”, disse Fabi.
Terminada a primeira fase do Mundial, o time brasileiro seguirá para Nagoya nesta QUINTA-FEIRA (04.11), para a disputa da próxima etapa do campeonato. Na segunda fase, o Brasil enfrentará Tailândia, Cuba, Alemanha e Estados Unidos, os quatro melhores times da chave C na etapa inicial. O primeiro jogo será na madrugada de SÁBADO (06.11), às 4h30 (de Brasília), contra as tailandesas.

O jogo

A seleção brasileira começou o primeiro set de forma arrasadora e logo abriu 6/1 – três pontos de ataque, todos com Natália, e três de bloqueio. Em ataque de Piccinini, a Itália reduziu a vantagem brasileira para dois pontos: 8/6. Mas o Brasil não se abateu e continuou soberano na partida: 16/13. Eficiente no saque e no ataque, a equipe brasileira fez 22/15 em largadinha de Sheilla. A vitória veio em erro do ataque italiano: 25/16.
O Brasil continuou melhor no segundo set. Na primeira parada técnica, o placar apontava 8/5 para as brasileiras. Superior no bloqueio e contando com o ataque pesado da ponteira Natália, o time verde e amarelo abriu 15/9. Foi a atacante a autora dos dois últimos pontos brasileiros no set. Final: 25/19 para o Brasil.
No terceiro set, o panorama se repetiu. As italianas não eram capazes de neutralizar o poder ofensivo brasileiro. Natália era a protagonista, muito bem assessorada por todas as outras companheiras do grupo. Com 10 pontos consecutivos do Brasil, a Itália não conseguiu reagir e se entregou no jogo. O resultado foi uma vitória avassaladora da seleção brasileira no terceiro e último set: 25/7 em ataque de Jaqueline.
EQUIPES

BRASIL: Fabíola, Sheilla, Jaqueline, Natália, Thaísa e Fabiana. Líbero - Fabi
Entraram: Sassá e Joycinha
Técnico - José Roberto Guimarães

ITÁLIA: Lo Bianco, Del Core, Piccinini, Ortolani, Arrighetti e Gioli. Líbero - Cardullo
Entraram: Di Iulio, Rondon, Bosetti e Barcellini
Técnico – Massimo Barbolini

terça-feira, 2 de novembro de 2010

EM JOGO DA MORTE, CHINA RESPIRA NO MUNDIAL

Depois do início cambeleante na primeira fase do Mundial, a China vêm se reabilitando desde a vitória sobre o Canadá e, neste terça (2), conquistou seu segundo triunfo em Osaka. As orientais bateram a República Dominicana por 3 sets a 0 (25/12, 25/21 e 25/14) e se salvaram de voltar pra casa antes da segunda fase.

Enquanto as dominicanas colaboraram com a própria derrota, entregando 23 pontos de graça para as adversárias, as chinesas foram bem mais eficientes, com apenas 9 erros. O destaque da partida foi Wang, que marcou 13 pontos para as vitoriosas. Do outro lado, Rivera anotou 10 vezes.

O resultado define as quatro seleções que avançam à segunda fase pelo Grupo D: Rússia, Coreia, Turquia e China. Ao mesmo tempo, manda a seleção dominicana de volta para Santo Domingo, mas, antes do check-in, as caribenhas ainda jogam contra o Canadá, que também se despede do torneio. A China, por sua vez, confronta a Rússia, líder invicta da chave.

BRASIL FAZ DEVER DE CASA E VENCE PORTO RICO

Quarto jogo e quarta vitória do Brasil no Campeonato Mundial. Nesta TERÇA-FEIRA (02.11), a seleção feminina de vôlei não encontrou dificuldades para derrotar Porto Rico por 3 sets a 0 (25/20, 25/18 e 25/20), em 1h16, na Hamamatsu Arena, no Japão. Apesar do triunfo, o técnico José Roberto Guimarães não ficou satisfeito com o desempenho da equipe.
“Vencemos, mas não saio feliz. Foi um jogo de muitos erros e o time esteve abaixo do esperado. Queria a mesma postura apresentada contra a Holanda, a mesma atitude. Nossa próxima partida é contra a Itália e acho que poderíamos ter aproveitado melhor este jogo contra Porto Rico. Saio triste porque sei que o time pode mais. Não importa o adversário, temos que buscar sempre a melhor atuação”, explicou o treinador.
A capitã Fabiana concordou com o chefe. “Cometemos muitos erros e sabemos que não pode ser assim num campeonato tão difícil como o Mundial. Vamos acertar o time para o jogo contra a Itália, que será muito difícil”, comentou a central.
Brasil e Itália entrarão em quadra nesta QUARTA-FEIRA (03.11), às 7h (de Brasília), no encerramento da primeira fase. O jogo é encarado como uma decisão pelo técnico e por todas as jogadoras brasileiras.
“A partida contra a Itália decide esta primeira fase e pode, inclusive, definir a etapa seguinte. Vamos ter que entrar com a mesma postura do jogo contra a Holanda. A Itália é um time com boa leitura de jogo, bloqueio bem posicionado e ótimo trabalho de defesa. É uma equipe que não cede pontos de graça ao adversário. Será uma partida muito importante. Quem vencer, dará um grande passo para as semifinais”, disse Zé Roberto.
De acordo com o regulamento do Campeonato Mundial, todas as seleções carregam para a segunda fase os resultados obtidos na primeira etapa do torneio. A pontuação final, somadas as duas fases, define a classificação para as semifinais. Por isso, o mais importante é manter a invencibilidade na etapa inicial.
“Levamos todos os resultados para a segunda fase. Por isso, uma vitória contra a Itália amanhã será fundamental. Na próxima etapa, vamos enfrentar grandes times. Dos três primeiros colocados no Grand Prix (Estados Unidos, Brasil e Itália), um ficará de fora das semifinais”, afirmou a líbero Fabi, jogadora mais experiente da seleção, com 30 anos.
Na segunda fase do Mundial, as equipes classificadas serão divididas em dois grupos com oito integrantes cada. Na chave F, disputada em Nagoya, ficarão as quatro melhores equipes do grupo B, o que já inclui Brasil e Itália, e os quatro melhores times da chave C, composta por Estados Unidos, Alemanha, Cuba, Croácia, Casaquistão e Tailândia. As oito equipes lutarão por duas vagas nas semifinais do Campeonato Mundial.
Natália é soberana no primeiro set
Jogadora mais nova da equipe brasileira, com 21 anos, a ponteira Natália terminou como a maior pontuadora da partida. Dos 15 pontos assinalados, 11 foram marcados ainda no primeiro set, quando a atacante foi soberana em quadra.
“Já tínhamos estudado a equipe de Porto Rico. Sabíamos que ali eu estaria com o bloqueio mais baixo. O bloqueio mais alto estava acompanhando a Fabiana. Eu era a melhor opção de jogo naquela situação. Além disso, se tem uma jogadora que está bem, virando todas as bolas, ela será mais acionada. É natural”, explicou a jovem ponteira, alertando para a partida contra a Itália. “Amanhã vai ser uma guerra. Temos que entrar para ganhar”.
Com boa atuação, Natália ganhou elogios do técnico Zé Roberto. “A Natália é uma jogadora diferenciada. Ela não é encanada. Joga o jogo e se diverte. Ela ama o que faz e está preparada para defender o Brasil em qualquer partida”, disse o treinador.
Jaqueline de volta
Depois de passar a segunda-feira de repouso no hotel, por conta de uma indisposição estomacal, a ponteira Jaqueline atuou em grande parte do jogo contra Porto Rico. “Passei mal, mas já está tudo bem. Vencemos Porto Rico e agora já temos que pensar no jogo contra a Itália, que será muito difícil”, afirmou.

O jogo

Depois de início de jogo equilibrado (4/4), a seleção brasileira conseguiu abrir vantagem de três pontos: 9/6. Eficiente no saque, o Brasil manteve-se à frente no placar durante todo o tempo. Com a jovem ponteira Natália comandando as ações de ataque, o time verde e amarelo fez 16/11 e chegou ao segundo tempo técnico. Sem conseguir conter o poder ofensivo adversário, Porto Rico viu as brasileiras fecharem a primeira parcial em 25/20.
O segundo set teve panorama parecido. Após início equilibrado, o Brasil abriu vantagem em três pontos consecutivos: dois ataques de Jaqueline e um ace de Fabíola. As brasileiras continuavam superiores no saque e no ataque e dominavam o jogo: 18/9. Na segunda parcial, quem brilhou foi a central Thaísa, que marcou o último ponto do set: 25/18.
O Brasil voltou para o terceiro set disposto a fechar a partida: 9/4 em bloqueio de Fabiana. As duas equipes abusavam dos erros, mas as brasileiras seguiam melhores: 14/9. Sem ser ameaçado por Porto Rico, o time verde e amarelo fechou a parcial em 25/20 após ataque da ponteira Fernanda Garay.

EQUIPES

BRASIL: Fabíola, Sheilla, Jaqueline, Natália, Thaísa e Fabiana. Líbero - Fabi
Entraram: Sassá, Joycinha, Dani Lins, Fernanda Garay e Adenízia
Técnico - José Roberto Guimarães
PORTO RICO: Mojica, Alvarez, Aurea Cruz, Ocasio, Oquendo e González. Líbero - Venegas
Entraram: Encarnación, Cartagena e Nogueras
Técnico – Carlos Cardona

OUTROS RESULTADOS DA RODADA


A uma rodada para o final da primeira fase do Campeonato Mundial feminino de vôlei, mais cinco equipes garantiram a vaga na próxima etapa. Nesta terça-feira, Polônia, Estados Unidos e Alemanha venceram por 3 a 0 e avançaram. Turquia e China também triunfaram e o grupo D definiu todos os quatro classificados com antecipação.
Japão, Sérvia, Brasil, Itália, Estados Unidos, Rússia e Coreia do Sul já haviam assegurado as classificações na rodada anterior. Restam ainda uma vaga no grupo A, duas no B e duas no C. A partida final das seleções ocorrerá nesta quarta-feira.


Grupo A

Anfitrião, o Japão manteve a invencibilidade ao superar a Costa Rica por 3 a 0 (25-9, 25-13 e 25-8) e segue na liderança da chave. A Sérvia passou pela lanterna Argélia pelo mesmo placar, com parciais de 25-15, 25-12 e 25-21. Asiáticos e europeus fazem duelo direto pela ponta do grupo na quarta.
A Polônia superou o Peru por 3 a 0 (25-10, 25-15 e 25-16). Com seis pontos, o time europeu pega a fraca Argélia e garantiu a classificação antecipada graças ao duelo direto entre peruanas e costarriquenhas na última rodada. Somente uma das duas seleções irá avançar.


Grupo B

Brasil e Itália fazem o clássico na quarta para definir a liderança da chave. Assim como as outras equipes da chave, a Holanda venceu com facilidade a quase amadora Quênia por 3 a 0 (25-8, 25-14 e 25-11). As holandesas brigam com República Tcheca e Porto Rico por duas vagas na chave.


Grupo C

A chave teve três placares 3 a 0. Já classificadas, os Estados Unidos fizeram 25-17, 25-19 e 25-19 no Cazaquistão e mantiveram a liderança do grupo. A Alemanha se recuperou da derrota para as vice-campeãs olímpicas e bateu a Croácia por 26-24, 25-18 e 25-21 e assegurou a vaga na 2ª fase.
Cuba venceu a Tailândia por 25-19, 29-27 e 27-25 e tem a difícil missão de encerrar a invencibilidade das norte-americanas para ficar com um das duas vagas em aberto. Tailândia e Croácia também têm chances de avançar.


Grupo D


Em duelo direto pela liderança, Rússia e Coreia do Sul entraram em quadra já classificadas. Mas as atuais campeãs mundiais levaram a melhor ao fazer 3 a 1 (25-18, 25-17, 19-25 e 25-22) e manter a invencibilidade.
A Turquia sofreu para vencer o Canadá em cinco sets, parciais de 19-25, 20-25, 25-14, 25-17 e 15-8. Mas com o triunfo, garantiu a vaga na segunda fase. Com o 3 a 0 sobre a República Dominicana (25-12, 25-21 e 25-14), a China também avançou.

ZEBRA: ITÁLIA É DERROTADA PELA REPÚBLICA TCHECA

A Itália sofreu um baque inesperado antes do jogo contra o Brasil. Nesta terça-feira, a equipe italiana perdeu a sua invencibilidade no Mundial feminino de vôlei ao ser derrotada de virada por 3 sets a 2 pela República Tcheca, com parciais de 25-27, 27-29, 25-23, 25-22 e 17-15. Com isso, a Itália joga contra o Brasil nesta quarta sob imensa pressão. Uma nova derrota deixa as chances de chegar às semifinais muito menores, uma vez que os resultados obtidos na primeira fase serão somados aos da segunda.
Contra a República Tcheca, a Itália teve a ponteira Francesca Piccinini pela primeira vez como titular. Recuperada de uma lesão muscular na região do abdômen, a jogadora mostrou serviço no ataque, com 24 pontos, mas falhou um pouco na defesa.
A oposto Ortolani foi a principal jogadora da equipe, marcando 28 pontos. Pela República Tcheca, o destaque ficou com Havlickova, a mesma que deu trabalho para o Brasil no sábado. A jogadora marcou incríveis 34 pontos.
"Esse é o meu trabalho na quadra. Para mim é importante fazer pontos, mas só consigo isso quando o time todo joga bem. Então, é mais importante a equipe jogar bem", afirmou Havlickova, que com o desempenho classificou a República Tcheca para a segunda fase do Mundial.
A vitória da República Tcheca poderia ter sido até mais fácil. Nos dois primeiros sets a seleção tcheca teve a bola na mão para fechar o jogo, mas não conseguiu concluir a jogada positivamente. As tchecas finalmente conseguiram vencer um set ao virar a terceira parcial. E ganharam moral no jogo. No quarto set, abriram cinco pontos de vantagem e levaram a parcial.
No tie-break, apesar do domínio inicial da Itália, a República Tcheca mostrou tranquilidade. Diferentemente do que aconteceu contra o Brasil, as tchecas não falharam no momento decisivo e fecharam a partida em 3 sets a 2. O resultado contagiou jogadoras e comissão técnica. Os responsáveis pelas estatísticas da equipe subiram na mesa para comemorar. As atletas caíram no chão em festa.
No lado italiano, foi difícil esconder o desânimo. "Temos que esquecer o jogo de hoje e pensar na partida contra o Brasil", disse Piccinini. "Questionada sobre o desempenho na volta à equipe, a musa do vôlei mundial suspirou e disse: "Não foi suficiente. Preferia ter ficado com a vitória."