sábado, 4 de abril de 2009

REXONA/ADES CAI DIANTE DO BRASIL TELECOM

Primeiro colocado da fase classificatória, campeão dos quatro turnos e atual pentacampeão da Superliga Feminina. Foi assim que o Rexona-Ades (RJ) chegou para a primeira partida da série melhor-de-três das semifinais da edição 08/09. Mas todo o favoritismo foi quebrado, e a Brasil Telecom (SC) saiu na frente.
Nesta SEXTA-FEIRA (03.04), o time catarinense recebeu o carioca e, empurrado pela torcida, ganhou por 3 sets a 2, parciais de 28/26, 25/21, 10/25, 23/25 e 15/07, em 2h22 de jogo, na Arena Multiuso, em Brusque (SC).
A oposto Elisângela, da Brasil Telecom, foi a maior pontuadora da partida e marcou 26 vezes. O Troféu VivaVôlei como melhor atleta do confronto foi para a ponteira Jú Costa, também da equipe da casa. Pelo Rexona-Ades, a oposto Joycinha foi quem mais marcou, com 19 acertos.
Neste SÁBADO (04.04), Finasa/Osasco (SP) e São Caetano/Blausiegel (SP) entram na quadra do ginásio José Liberatti, em Osasco, para o primeiro jogo da outra semifinal. A partida está prevista para as 19h, com transmissão ao vivo do canal Sportv.
Com o resultado, a Brasil Telecom está a uma vitória de garantir um lugar na inédita final da Superliga. O próximo duelo entre as equipes será na TERÇA-FEIRA (07.04), quando o Rexona-Ades receberá a equipe catarinense no ginásio do Tijuca Tênis Clube, no Rio de Janeiro, a partir das 21h, com transmissão ao vivo do canal Sportv.
Um dos destaques da Brasil Telecom na partida, a ponteira Jú Costa comemorou a vitória com os pés no chão. “Não desistimos de ir em busca deste resultado em momento algum. Fomos até o final. Sabemos que essa foi só uma vitória no primeiro jogo. Ainda não ganhamos nada. O Rexona-Ades é uma excelente equipe e temos de ter a cabeça no lugar para chegar à decisão. Jogaremos duas partidas no Rio de Janeiro e precisaremos vencer um. Isso não é nada fácil”, destacou Ju Costa, que marcou 25 pontos na partida.
Outro nome da partida foi a oposto Elisângela. A maior pontuadora da história da Superliga, com 3.349 acertos, preferiu não destacar sua atuação. “O mais importante foi a vitória. A equipe toda está de parabéns e jogou muito bem. A Fabíola deu um show no levantamento. Este resultado foi fruto de muito trabalho”, destacou a atacante, para depois elogiar o trabalho do técnico Maurício Thomas:
“Do outro lado o Bernardo é conhecido mundialmente por ser um técnico que entrega o jogo mastigado para suas atletas de tanto estudar o adversário, mas nós também tivemos essa preparação para essa partida. Estávamos até estressadas de tantos vídeos, mas valeu a pena”, destacou Elisângela, lembrando que as jogadoras sabem do valor da equipe. “Muitos não acreditavam em nosso time. Mas cada jogadora sempre soube do que essa equipe pode. Isso é muito importante. Agora é preciso ter os pés no chão e buscar mais uma vitória”, completou.

O JOGO

Com o apoio da torcida, a Brasil Telecom começou o set a todo vapor. Contando com os erros do Rexona-Ades, o time da casa dominou o placar do primeiro set. O time catarinense chegou a abrir três pontos de vantagem (17/14). Mas o time pentacampeão da Superliga empatou e equilibrou o jogo. A parcial foi definida em detalhes. Em dois contra-ataques da ponteira Jú Costa – maior pontuadora da parcial com nove acertos -, o time da Brasil Telecom levou o público ao delírio, e fechou em 28/26.
No intervalo entre os sets, a experiente ponteira Virna, do Rexona-Ades, poupada da partida devido a uma lesão na panturrilha, desceu da arquibancada e apoiou o time carioca. Mas Elisângela e Jú Costa continuavam impossíveis e a Brasil Telecom repetiu a boa atuação do set anterior.
Elisângela não teve dó nem mesmo da amiga Érika. Depois de um bloqueio, a medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Sidney/200 sacou sobre Érika e marcou 20/17. O Rexona-Ades ainda tentou reagir, mas não conteve a empolgação das anfitriãs, que fecharam em 25/21 no ataque da ponteira Jú Costa.
Diferente das duas primeiras parciais, o Rexona-Ades saiu na frente e marcou 6/3 no terceiro set. O time dirigido por Bernardinho chegou à primeira parada técnica à frente com o dobro de pontos de vantagem com relação ao adversário (8/4).
O Rexona-Ades ditou o ritmo do set e manteve o dobro de pontos (16/8). A Brasil Telecom não teve forças para reagir e viu a equipe carioca administrar o placar e mandar no marcador. E foi a vez da “amiga” Érika ser a maior pontuadora da parcial, com seis acertos, e fechar o set em 25/10.
Enquanto o ritmo da oposto Elisangela caiu, a ponteira Érika cresceu na partida. A parcial foi mais equilibrada do que a anterior, mas o time carioca abriu (10/8). As donas da casa ainda empataram em 12/12, mas as anfitriãs voltaram a abrir dois pontos de vantagem (19/17).
A Brasil Telecom voltou a igualar o placar (19/19), mas cometeu erros que facilitaram a vida do Rexona-Ades, que fechou em 25/23, no ataque de Monique.
As donas da casa abriram boa vantagem no início da quinta e decisiva parcial. Com um saque forçado, a Brasil Telecom dificultou a recepção do Rexona-Ades e marcou 6/2. Os ânimos ficaram exaltados, e a central Carol Gattaz, do time carioca, levou cartão amarelo, o que ampliou a vantagem adversária.
Com uma garra impressionante, a cada ponto, as jogadoras da Brasil Telecom incendiavam a torcida. O técnico Bernardinho tentava acalmar o Rexona-Ades, que continuava a cometer erros e favorecer o time adversário (10/4). Com um show da ponteira Jú Costa, a Brasil Telecom fechou o set em 15/07, depois dos dois toques da levantadora Dani Lins.


Fabi: “É preciso mais coração”
A líbero campeã olímpica Fabi, do Rexona-Ades, é conhecida pela sua energia dentro de quadra. E foi a jogadora que apontou a falta de entusiasmo como um dos fatores que mais prejudicaram o time pentacampeão da Superliga no primeiro confronto das semifinais.
“Numa partida semifinal, onde tudo pode acontecer, é preciso ter muita garra. Nosso time precisa ter mais coração, mais entusiasmo. Jogamos muito abaixo do que podíamos apresentar”, analisou.
Para Fabi, o momento do adversário também propiciou a vitória. “A equipe chega à reta final de Superliga com a possibilidade de não jogar mais na próxima temporada. É claro que as jogadoras farão o impossível para mostrarem o valor de um time. Isso é até muito importante porque uma equipe de qualidade como a Brasil Telecom não pode acabar de uma hora para outra. A Elisângela é a grande referência da equipe. Além dela, a Jú Costa jogou muito bem hoje”, elogiou a líbero, que espera uma virada do Rexona-Ades.
“É hora de colocar a cabeça no lugar. Nada está perdido. Esta série é uma melhor de três e tem tudo para ser longa”, encerrou Fabi.


BRASIL TELECOM – Fabíola, Elisângela, Jú Costa, Jú Odilon, Renata e Juciely. Líbero – Marcelinha.
Entraram – Denise, Verônica, Naty e Camila Adão.
Técnico – Maurício Thomas

REXONA-ADES – Dani Lins, Joycinha, Érika, Regiane, Fabiana e Carol Gattaz. Líbero – Fabi
Entraram – Amanda, Luiza e Monique.
Técnico – Bernardinho

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