Divulgação/FIVB

O sonho do inédito título da Copa do Mundo começou a ficar mais distante para o Brasil. Em um dia ruim da equipe, que apresentou mais baixos do que altos, Fabiana e companhia não conseguiram se impor diante dos Estados Unidos e abriram a competição com derrota.
Em 1h46 de bola no ar, as americanas anotaram 3 sets a 1, parciais de 25/22, 17/25, 27/25 e 25/19 e comemoraram os três primeiros pontos. Já o Brasil iniciou a caminhada rumo à vaga olímpica sem qualquer ponto na classificação geral. E a história poderia ter sido outra, não fosse a falta de capricho do time para fechar o terceiro set e fazer 2 a 1.
Sem tempo para lamentações, a seleção de Zé Roberto tem tudo para se recuperar do início ruim neste sábado (5), quando encara o frágil Quênia a partir das 7h20 (de Brasília). Atrás da segunda vitória, as americanas de Hugh McCutcheon entram em quadra um pouco antes, às 4 horas, para medir forças com a Sérvia. Os jogos acontecem em Nagano.
Paula Pequeno e Fernanda Garay formaram a dupla de ponteiras do Brasil na estreia da Copa do Mundo. Mas foi com as centrais que Dani Lins começou jogando no início do primeiro set. A tática deu certo e o sexteto sul-americano logo abriu. As americanas, porém, cresceram no fundo de quadra e tomaram à frente do marcador (6/8).
A volta do Brasil à quadra não fez o jogo mudar. A equipe seguiu com problemas na virada de bola, enquanto os Estados Unidos aproveitaram todas as chances que tiveram. Após mais um ataque certeiro de Hooker, pela saída da rede, Zé Roberto não hesitou e queimou o primeiro tempo do jogo (13/9).
Mas o elenco verde-amarelo não reagiu. As americanas mostraram melhor volume de jogo e, com isso, ganharam contra-ataques. Logan Tom não os desperdiçou e, em um ataque pelo meio fundo, só colocou atrás do bloqueio triplo para fazer 16 a 11. Após um erro de Sheilla, que pisou na linha dos três, fez Zé Roberto perder a paciência.
O técnico pediu tempo e despejou broncas (18/12). A equipe esboçou uma reação e anotou dois pontos seguidos. Mas foi só. Os Estados Unidos mantiveram a margem confortável até a parte final. Como uma última tentativa, Zé Roberto apostou na inversão do 5-1. Fabíola e Tandara entraram bem, mas não impediram a derrota por 25 a 22.
O crescimento na parte final do primeiro set fez o Brasil começar o segundo com uma confiança diferente. A defesa foi no embalo e passou a tocar mais nas bolas das norte-americanas. Na rede, melhorias também. Paula comandou o ataque pela entrada, enquanto o bloqueio tratou de tocar nas bolas rivais. Com isso, o Brasil foi a 8 a 5.
Os Estados Unidos não demoraram a reagir. Com defesas e contra-ataques eficientes, a equipe de Hugh McCutcheon alcançou as brasileiras no nono tento. E as americanas tiveram a chance de passar à frente com Larson, que desperdiçou o ataque e deu o 12º ponto às rivais (12/11).
Mais um ponto brasileiro levou Hugh McCutcheon a solicitar o primeiro tempo do set. Logan Tom e companhia chegaram a tirar a diferença, mas o Brasil deu o troco rápido e foi a 16 a 13, após um bloqueio preciso de Fabiana pelo meio. O cenário ficou ainda mais favorável às campeãs olímpicas depois que Garay explorou o paredão rival.
Com 19 a 14 desfavoráveis, McCutcheon queimou o último tempo. Nem Hooker, então principal referência ofensiva, conseguiu ajudar o time a se recuperar. Pela saída, a oposta errou a mão e cedeu o 20º tento às brasileiras (20/14). Já Sheilla não desperdiçou as chances na reta final e comandou o ataque brasileiro.
A apresentação ruim não abalou a confiança dos Estados Unidos, que voltaram agressivos para o terceiro set. Com Scott no lugar de Bown, as americanas abriraram três pontos de vantagem (4/7). As meninas de Zé Roberto se recuperaram e chegaram a ficar a apenas um das líderes, mas, com Scott, a equipe fez 8 a 6.
Não demorou, entretanto, para as sul-americanas chegarem nas oponentes. E o Brasil assumiu o placar após um ataque certeiro de Sheilla, que bateu bonito pela saída da rede e marcou 10 a 9. Apesar de bem em quadra, Fabiana e companhia não conseguiram abrir mais do que dois pontos de frente.
Depois da segunda parada técnica, as brasileiras deslancharam e jogaram com o placar mais confortável. E muito em razão das boas defesas de Fabi, que pegou tudo no fundo e permitiu que o time ganhasse contra-ataques. Dois erros de Garay pela entrada, porém, brecaram o crescimento verde-amarelo.
Com isso, as duas equipes seguiram próximas do placar. Mas não demorou para as americanas alcançarem as oponentes, obrigando Zé Roberto a brecar o confronto (19/19). As instruções deram certo, e o time saltou à frente. Mas as americanas voltaram a empatar (24/24). E foram elas que faturam o set, marcando 27 a 25.
Os Estados Unidos logo abriram 2 a 0 no quarto set, placar que custou a vaga de Garay na equipe. Mari assumiu o lugar da camisa 17 e, com um bom trabalho no saque, ajudou as brasileiras a virarem o placar para 4 a 2. Mas as comandadas de Zé Roberto não mantiveram o domínio e viram as oponentes recuperarem o domínio.
Com isso, as americanas foram ao primeiro tempo técnico com três pontos de vantagem. Sem ver o time embalar, Zé Roberto trocou Dani Lins por Fabíola com 12 a 8 para as americanas. As sul-americanas, porém, não conseguiram entrar na partida e tomaram seguidos pontos das oponentes (11/16).
Zé Roberto voltou a pedir tempo na sequência, após a seleção sofrer mais dois pontos das norte-americanas. Após um erro de recepção, Paula deixou a quadra e deu lugar a Sassá. Mas a camisa 10 também falhou e permitiu que os Estados Unidos chegassem rápido aos 20 pontos. Aí foi a vez de Mari sair para a volta de Garay.
As trocas deram um outro ritmo ao Brasil, que reagiu e ficou a seis das adversárias. Para quebrar o ritmo das sul-americanas, McCutcheon não pensou duas vezes e parou a partida. Com boa diferença sobre as rivais, as americanas só administraram o jogo até o ponto final. Scott ainda deixou a quadra com o posto de melhor jogadora.
fonte: saque viagem
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