quarta-feira, 9 de novembro de 2011

DEPOIS DE PERDER 2 SETS, BRASIL VIRA E VENCE A SÉRVIA

Thaísa chorou aliviada. Sheilla comemorou a vitória como um título. E nem poderia ser diferente. Entre a emoção e a tensão, a seleção de Zé Roberto precisou jogar muita bola nos últimos três sets para não ver a vaga nos Jogos Olímpicos de Londres de binóculo.

E foi assim, com direito a uma bela virada sobre a empolgada Sérvia, que o time verde-amarelo respondeu bem à pressão, mostrou equilíbrio para sair dos momentos adversos e contou com a ajuda de Sassá para virar um jogo perdido e anotar 3 sets a 2 (21/25, 21/25, 25/18, 25/19 e 15/12).

O triunfo desta quarta-feira (9) foi o quarto do Brasil, chegando aos dez pontos ganhos, dois atrás da terceira China. Já a Sérvia conheceu o segundo revés e se afastou da briga por uma vaga olímpica. Agora, as duas delegações fazem as malas e partem de Toyama para Sapporo, onde disputam a terceira etapa.

A partir das 4 horas (de Brasília) desta sexta, a seleção feminina tem confronto direto com a China. Uma vitória pode colocar a equipe pela primeira vez no G-3 da Copa do Mundo. Já as europeias entram em quadra às 8h20, no duelo contra as anfitriãs da competição.

A levantadora Fabíola colheu frutos da boa apresentação diante da Coreia do Sul. Pela primeira vez nesta Copa do Mundo, a camisa 17 iniciou no sexteto principal. Foi a única troca efetuada pelo técnico Zé Roberto para o compromisso frente à Sérvia.



As brasileiras até ensaiaram uma atuação melhor diante do jovem time sérvio, desfalcado das principais atletas. Mas, com o velho problema da virada de bola, a equipe se perdeu em quadra ainda no início do primeiro set.


Ao ver as oponentes marcarem 11 a 7, o comandante brasileiro solicitou o primeiro tempo do jogo. Aos poucos, o time se recuperou e conseguiu alcançar as adversárias, que colecionaram erros na sequência (11/13).


A partir da segunda parada, porém, a Sérvia recolocou a cabeça no lugar e minimizou as falhas. Situação diferente viveu o Brasil, que deixou as adversárias abrirem cinco pontos. Para mudar a história do jogo, Zé Roberto apostou em Dani Lins e Tandara.


Minutos depois, foi Mari quem perdeu a vaga. Com mais um erro da camisa 7, Zé Roberto mandou para a quadra Sassá. A seleção ainda tirou três pontos de diferença, mas não teve tempo de impedir a derrota por 25 a 21.



Depois de ver o fim do primeiro set do banco de reservas, a ponteira Mari voltou à quadra para o segundo. Mas a camisa 7 seguiu pouco efetiva na virada de bola. A oposta Sheilla, por sua vez, entrou no ritmo de Paula Pequeno e começou a pontuar.

As sérvias, entretanto, não se intimidaram com o crescimento da oposta e se mantiveram na liderança do placar até a primeira parada técnica. O Brasil aproveitou o tempo para se reorganizar e buscar a recuperação no jogo. E deu certo.


Em uma boa sequência de ataques de Sheilla, a seleção ultrapassou as europeias e abriu boa vantagem no placar. As sérvias sentiram o golpe e comprometeram também a construção das jogadas, com erros na recepção.

Até o bloqueio verde-amarelo, pouco efetivo, deu o ar da graça. Mas a equipe de Zé Roberto não deu sequência ao bom momento e permitiu a recuperação das adversárias. E ficou ainda pior com os dois erros seguidos de Fabiana no ataque.

Com isso, a Sérvia voltou a liderar. Fabíola pagou pela falta de efetividade das colegas e deu lugar a Dani Lins. Sem a equipe reagir, Zé Roberto logo desfez a troca. E, na sequência, solicitou tempo ao ver a equipe encalhar no placar (16/22).


Camila Brait também foi colocada em quadra para melhorar o fundo de quadra. Nada, porém, fez o time se recuperar do momento ruim. O Brasil até teve flashs de ligeira evolução no set, mas não houve tempo para impedir o triunfo rival (21/25).

A necessidade do resultado fez o Brasil acordar no terceiro set. E graças ao paredão do time de Zé Roberto, que cresceu na rede e jogou pressão sobre as sérvias. Zoran Terzic não hesitou e tratou de queimar o primeiro tempo (4/0).

Mas a seleção não perdeu o ritmo e seguiu no domínio do confronto. E Paula levou a equipe à primeira parada técnica com confortáveis 8 a 3. O grupo, porém, se perdeu nos próprios erros, principalmente com Mari na recepção.


Zé Roberto perdeu a paciência e apostou em Sassá para melhorar a linha de passe. Com isso, o time ganhou no fundo de quadra e fez a Sérvia suar para conquistar os pontos. A camisa 10 também ajudou no saque, arriscando mais no fundamento.


Com Paula bem na entrada da rede, o elenco foi para a segunda parada com 16 a 13. E a partida não demorou para ser mais uma vez interrompida. Após o bloqueio preciso de Thaísa, Zoran Terzic pediu tempo (19/15). Mas de nada adiantou.


O Brasil segurou a concentração e não deixou as europeias crescerem no jogo. E muito em razão ao volume de Sassá, que fez a equipe ganhar contra-ataques. A camisa 10 se mostrou também efetiva no ataque. E, com Fabiana, o Brasil fechou o set em 25 a 18.



Sassá foi mantida em quadra no quarto set. E a jogadora logo correspondeu às expectativas de Zé Roberto. No passe, a camisa 10 seguiu soberana. Na rede, não fez diferente e usou as mãos das sérvias para rodar.

Paula também desafogou a seleção e liderou o setor ofensivo pela entrada da rede. Mas Sheilla não aproveitou as duas chances que teve e, em uma invasão da oposta, a Sérvia marcou 8 a 7 e provocou a parada técnica.


Com uma parcial de 3 a 1 para a Sérvia, Zé Roberto se viu obrigado a brecar a disputa assim que Sheilla foi bloqueada na entrada (9/12). Também de bloqueio, o Brasil alcançou o empate e passou a jogar colado nas oponentes.


Em poucos minutos, porém, a seleção se perdeu, viu a Sérvia defender os ataques de Paula e Sheilla e tomou pontos na sequência. Aí foi a vez do bloqueio fazer a diferença e recolocar as brasileiras no jogo. Camila Brait também fez a diferença.


Com um bom saque, além da segurança no passe, a líbero reserva ajudou a seleção a saltar para 18 a 15, provocando a parada de Zoran Terzic. Rasic ainda entrou para tentar mudar o jogo. Um erro de ataque, entretanto, provocou a saída da central.


Bjelica também não foi feliz no ataque pela saída e deixou as rivais escaparem no marcador (23/19). Pressionadas pelo saque de Thaísa, as sérvias desandaram. Sheilla fez diferente das oponentes e, pela saída, marcou o ponto da vitória.



O saque de Fabiana colocou o Brasil em vantagem no tie-break. Malesevic sentiu de perto e veneno e acumulou erros de passe. Não demorou para a camisa 6 dar lugar a Vesovic. Mas Paula não deixou a equipe rival crescer e acertou bons golpes.


Antes mesmo da virada de quadra, Zoran Terzic tratou de pedir tempo. Mas as sérvias não conseguiram segurar o momento mais favorável das sul-americanas, que abriram 8 a 4 após bela largada de Sheilla pela saída.


Vítima dos erros, sendo dois de Fabi no passe, o Brasil tomou cinco pontos e viu as rivais virarem o jogo. E a situação só não ficou pior porque o bloqueio compareceu quando solicitado. Sheilla também desafogou a equipe com pontos pelo meio e saída.


O time, porém, não conseguiu respirar e jogou o tempo todo com as sérvias na cola. Zé Roberto então optou por repetir a troca bem sucedida de Fabiana por Brait no fundo. A líbero mais uma vez fez um bom papel. E Sheilla resolveu pela saída, anotando o ponto final.



fonte: saque viagem

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